Meditação é grande aliada contra o estresse e ansiedade

Prática milenar, que data da antiga China por volta de 300 a.C., promove o relaxamento físico e mental.

Em um mundo onde a informação é mais rápida que o pensamento e as cobranças batem à porta diariamente, a sociedade criou formas para evitar o estresse e manter a calma. Um desses métodos é a meditação. Segundo estudo científico feito este ano pela Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, a prática tem efeitos positivos na saúde, além de ser um fator decisivo para diminuir o estresse.

A pesquisa mostrou que, ao contrário de apenas um mito, a prática é capaz de provocar alterações mentais que podem reduzir o estresse e o risco de doenças inflamatórias. A técnica funciona também porque atua na redução da descarga de hormônios do estresse, como o cortisol. Além do controle dos hormônios, meditar melhora a comunicação entre as áreas cerebrais, aumenta o foco e a concentração e promove o relaxamento físico e mental.

A prática da meditação ganhou destaque nos últimos meses, pois foi o principal recurso utilizado pelo treinador dos 12 meninos presos em uma caverna na Tailândia para mantê-los calmos até a chegada de socorro. O treinador, Ekapol Chanthawong, único adulto presente, antes de trabalhar com futebol, passou décadas como monge budista e medita todos os dias.

O Instrutor de inglês Leandro Moreira, 23, sente vontade de praticar a meditação por conta da filosofia budista, “Eu me interessei a partir do momento que eu comecei a estudar sobre o assunto, depois de saber que dentro do Budismo essa era a parte principal para se atingir a iluminação ou despertar da consciência”, diz. O instrutor também conta que não medita por falta de tempo e local adequado. Segundo ele, as aulas acontecem exatamente quando está trabalhando e não consegue encontrar um lugar aos domingos.

Em poucos meses, a meditação pode mudar a vida de alguém, como aconteceu com Fernanda Oszter, 20. “Aqui em casa é outra vida, consigo ajudar meus pais em tudo, não discuto mais com o meu irmão, minha relação com eles mudou totalmente, a meditação transformou a minha vida, desde o momento que comecei eu não parei um dia sequer”, conta.

Fernanda diz que começou a meditar por conta de problemas pessoais. “Mudei de casa, para o interior, quando havia passado em três faculdades por aqui [São Paulo]. E, quando tudo estava pronto lá, meu pai perdeu o emprego e nós fomos obrigados a voltar. Foi muito complicado aceitar isso e eu comecei a entrar em uma tristeza muito profunda, e então uma amiga me recomendou a meditação e eu fui atrás de informações.”  

“O que me motivou e ainda me motiva é o fato de ser uma constante evolução. No começo eu só meditava 10 minutos, agora eu medito uma hora [por dia], e isso mostra para mim o quanto eu consigo ter controle das coisas. A meditação me trouxe um crescimento espiritual muito grande, e eu não pretendo parar.”, conclui.

No Rudge Ramos, em São Bernardo, a Psicóloga Kalissa de Faria, 32, especializada pelo Instituto Sedes Sapientiae sobre Abordagem Corporal, inclui a meditação no seu método de trabalho, “Uso a meditação como uma das formas de tratamento, já que estudei os benefícios que ela proporciona, pois com a prática da meditação os níveis do cortisol podem ser regularizados, reduzindo a sensação de cansaço”, explica. A psicóloga complementa afirmando que aquietar a mente é essencial nos dias de hoje.

A Professora de ginástica artística e yoga Flávia Correia, 40, que medita há sete anos explica como a prática ajuda na autoaceitação. “Nada é por acaso, você começa a olhar mais para o outro, a pensar na questão da energia, ver a tristeza com outro olhar, procura entender as aflições e começa a resolver as coisas de um outro jeito, com compreensão e sem sair do controle”, completa. A professora também diz que embora tenha raízes religiosas, a prática não é, necessariamente, religiosa. “Religião é formada por dogmas e a espiritualidade é mais livre”, complementa. 

Fonte: Metodista.

Autor: Victor Augusto.