Jogando contra o Racismo

O Observatório Racial do Futebol promoveu um jogo de combate ao racismo no campo da PUCRS.

No último dia 12 de dezembro, o Observatório da Discriminação Racial no Futebol, em parceria com o curso de Jornalismo da Escola de Comunicação, Artes e Design – FAMECOS, realizou um jogo de confraternização entre amigos no Parque Esportivo da PUCRS. Para assistir ao evento, a entrada era de 1 kg de alimento não perecível por pessoa. O Editorial J fez a cobertura do evento.

O Observatório Racial do Futebol foi criado em 2014 para divulgar e monitorar os sucessivos casos de racismo no futebol brasileiro. O escritor e ativista racial Marcelo Carvalho é o fundador e quem dirige até hoje o Observatório. Em cima disso, o amistoso realizado na PUCRS teve como principal objetivo ser um evento para ressaltar a importância da luta pelas causas sociais e raciais.

“A ideia surgiu de fazer uma confraternização com quem segue e interage com o Observatório, além de manter quente a pauta do racismo”, relata o idealizador do projeto.

Foto: Em foco o ativista Marcelo Carvalho | Editorial J/Divulgação

Fábian Chelkanoff, coordenador do curso de Jornalismo da PUCRS, comentou sobre a partida: “quando o Marcelo nos procurou, não pensamos duas vezes. Não tínhamos nenhuma dúvida de que faríamos na PUCRS. E como falamos com o Marcelo, esse [jogo] é só o primeiro. É para confraternizar, mas também para chamar a atenção sobre as causas”.

O treinador Roger Machado, ex-técnico e ex-jogador do Grêmio Foot-ball Porto Alegrense, foi uma das atrações e participou do evento comandando um dos times. Daniel Franco, ex-jogador do Internacional e campeão da Divisão de Acesso com o União Frederiquense de Futebol, também esteve presente. Roger ficou responsável pela equipe com uniforme branco e Daniel pela de preto – ambos uniformes eram do Observatório da Discriminação Racial no Futebol. Além deles, alguns jogadores também participaram, como o Kanu, do Ypiranga Futebol Clube.

Foto: Daniel Franco, Marcelo Carvalho e Roger Machado | Editorial J/Divulgação

Além do combate ao racismo, o jogo reforçou a importância da representatividade no futebol em relação a outras minorias. “O jogo ressalta que é importante a gente fazer parte desse momento, representar todas as mulheres e lembrar que todo mundo que queira pode fazer parte”, comenta Ariela Duarte, árbitra assistente da partida.

Foto: Em foco a árbitra assistente Ariela Duarte | Editorial J/Divulgação

Cerca de cem pessoas estiveram presentes nas arquibancadas para assistir a partida. O público sabia que o evento era mais que um jogo, como relata Regina, torcedora que estava acompanhando o evento: “o jogo ressalta a importância da convivência para que possamos combater o preconceito”.

Nos primeiros 45 minutos, a equipe de uniforme branco marcou o 1 a 0. Já a segunda etapa foi bem mais movimentada, fazendo com que o placar final fosse um empate de 3 x 3. Ainda que o placar final tenha sido um empate, todos que participaram do evento foram os vencedores

Autores:  Lucas Brzezinski (2º semestre), Maria Eduarda Brito (4º semestre) e Messias Fortes (2º semestre) | Foto: Laís Alves (2º semestre) e Lucas Rosa Brzezinski (2º semestre)/Editorial J 

Fonte: PUC-RS.