Cresce o consumo de alimentos industrializados durante o isolamento social

De acordo com pesquisa realizada em novembro de 2020, 50% das famílias brasileiras tiveram mudanças nos hábitos alimentares durante quarentena.

Durante a pandemia do novo coronavírus muitos hábitos mudaram, inclusive os alimentares. De acordo com uma pesquisa feita no final de 2020 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, a Unicef, 58% das famílias com crianças e adolescentes tiveram alguma alteração alimentar no período de confinamento O estudo também mostra que 31% dos lares aumentaram o consumo de alimentos industrializados.

Apesar de serem mais práticos no preparo e ter um gosto que agrada ao paladar infantil, os alimentos ultraprocessados podem trazer malefícios à saúde se consumidos em exagero. A nutricionista Beatriz Ramalho explica que esses produtos são enriquecidos com gorduras, sal e açúcar, por isso eles são gostosos, por terem um sabor mais acentuado. “A longo prazo, esse consumo causa hipertensão, diabetes e risco de infarto aumentado”, alerta.

A professora Claudia Ângela Cione, moradora de São Bernardo, conta que não costumava consumir muito esse tipo de alimento, mas isso mudou durante a quarentena. “Preferimos mais alimentação natural, como frutas legumes e verduras, mas o consumo de comida industrializada aumento desde março porque é mais prático e rápido de preparar e algumas vezes mais gostoso”.

Já a analista de processos Carolina Moura, também de São Bernardo, confessa que não é consumir exageradamente esse tipo de alimento, mas na pandemia acabou optando pelos industrializados, apesar de sentir consequências em sua saúde. “Recorro aos nuggets em momentos de pressa, mas eu me sinto mais inchada quando como essas comidas”.

A aposentada Maria Célia Garcia, de São Bernardo, fala que o consumo de alimentos industrializados em sua casa é constante. “Comemos em praticamente em todas as refeições. Por exemplo, no café da manhã sempre tem bolacha. No almoço, a gente faz batata frita e à noite,  pizza congelada ou hambúrguer.” A opção por essas escolhas pouco saudáveis é a praticidade no preparo. “Chegamos em casa cansados e ninguém quer cozinhar”. 

A nutricionista Beatriz dá uma dica para que a correria do dia a dia não seja um empecilho para adotar uma alimentação saudável. “O modo mais prático para se alimentar adequadamente e de um jeito rápido é cozinhar os alimentos naturais e saudáveis e congelar”.

Autora: Gabriela Giomo.

Fonte: Metodista.