Você Está Preparado?

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Todos já estão familiarizados com o Efeito Estufa. Parte da energia solar que chega a nosso planeta é refletida de volta para o espaço. Devido aos gazes de nossa atmosfera, parte dessa energia solar volta em ondas menores, e parte é absorvida pelos oceanos e pela superfície da Terra, o que promove seu aquecimento. Se não fossem esses gazes bloqueando a energia solar após ele atingir nossa atmosfera, nosso planeta seria inabitável, com temperatura em torno de 18°C negativos.

 

O aquecimento global é o aumento das temperaturas do oceano e da superfície do planeta. É a retenção de calor acima do nível considerado “normal”.

 

Verão 2016 com temperaturas altas

Devido às causas naturais e humanas que estão acabando com nosso planeta, as mudanças climáticas já começam mostrando que devemos fazer algo para reverter esse quadro.

 

Os dois últimos verões foram marcados por fortes bloqueios atmosféricos que reduziram a chuva no Brasil, aumentando sua temperatura. “Em relação a janeiro de 2015, teremos mais chuva, podemos resumir o verão de 2016 como um verão quente sim, mas não de calores intensos com várias semanas sem chuva como foi o caso de 2014 e 2015”. Foi o que declarou o meteorologista Alexandre Nascimento.

 

O ano de 2016 virá acompanhado pelo fenômeno El Niño, que já mostrou sua característica em novembro com chuvas volumosas para várias áreas do Sudeste e Centro-Oeste, especialmente nos estados do Mato Grosso do Sul e São Paulo.

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Esse padrão que se apresentou na última primavera, de muita chuva no Centro-Sul e falta de água no Centro-Norte, até fevereiro permanece, e a partir de março a estabilidade começa a se espalhar novamente pelo país quase de forma geral.

 

Segundo especialistas o planeta já está 0,8°C mais quente por conta do aquecimento global provocado pelo homem. A previsão é que tenhamos um super El Niño em 2016, que somado à elevada temperatura média do planeta forma uma combinação inédita.

 

“Podemos esperar um verão mais quente, com temperaturas até quatro graus Celsius acima da média”, diz o meteorologista José Antonio Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden).

 

“Isso ocorre por uma combinação de fatores: o aumento da temperatura por conta do aquecimento, as ilhas de calor das cidades e um El Niño intenso que estará em sua atividade máxima justamente em novembro, dezembro e janeiro.”

 

El Niño

Os fenômenos El Niño são alterações na temperatura na superfície do oceano Pacífico com duração de 15 a 18 meses, que causam profundos efeitos no clima.

 

O El Niño provoca mudanças nas correntes atmosféricas que irão acarretar em precipitações e secas anormais em diversas partes do globo, além de aumento ou queda de temperatura, também anormais.

 

Os principais impactos causados pelo fenômeno no Brasil são:

– secas na região norte, aumentando a incidência de queimadas;

– precipitações abundantes na região sul, principalmente nos períodos de maio a julho e aumento da temperatura;

– aumento da temperatura na região sudeste, mas sem mudanças características nas precipitações;

– secas severas no nordeste;

– e tendência de chuvas acima da média e temperaturas mais altas na região centro-oeste.

 

Você também já pode ter ouvido falar sobre La Ninã, que é o fenômeno inverso, ou seja, temperaturas anormalmente frias na região equatorial do Oceano Pacífico, muitas vezes seguindo a um El Niño.

 

Estudos meteorológicos apontam os verões extremamente quentes da Europa e as secas que ocorrem na África como consequências do El Niño. Além disso, também se deve a esse fenômeno alguns períodos de seca na Austrália e Indonésia, em contrapartida ocorrem longos períodos chuvosos na Costa Oeste da América do Sul.

 

O que podemos fazer agora é se preparar e esperar esse Fenômeno passar, sem deixar muita bagunça para trás. O efeito estufa só aumenta, o desmatamento só aumenta, portanto a temperatura do planeta também só aumenta. Nossas futuras gerações estão a poucos passos de viver uma vida precária pelo fato de seus antepassados não terem percebido a consequência de seus atos, e não terem cuidado de seu planeta.

 

Espero que sofrendo na pele, cada um comece suas iniciativas para salvar o planeta em que vivemos, pequenos atos todos os dias, fazem uma grande diferença, se todos estiverem juntos nessa missão!

Noemia Passos de estudante de jornalismo e faz parte do projeto Focas de Jornalismo, do Clube do Jornalismo desde 2015.