Universidade de Brasília possui times de rugby masculino e feminino

“O Rugby é um esporte de grupo, que você tem que jogar coletivamente pra conseguir bons resultados”, explica Taynara Oliveira, 23, diretora e atleta do UnB Rugby Clube.

Para Mariana Eiras, 29, o Rugby “é um esporte de superação. É um jogo totalmente de equipe. Essa visão que une pessoas diferentes é que me faz gostar do esporte”.

O Rugby é jogado por duas equipes. A bola usada nesse esporte é oval, com ela os jogadores fazem lançamentos e chutes, visando alcançar a linha do gol do adversário e colocar a bola no chão.

“O Rugby é muito novo no Brasil e o Rugby feminino é menos desenvolvido ainda. Em Brasília nós somos o único time feminino de Rugby. Então fica bem difícil a participação em competições. São poucas mulheres participando. Então de fato dificulta bastante”, defende a atleta Taynara, que pratica o esporte desde 2016.

Por conta da baixa adesão de atletas no UnB Rugby Clube, os times masculino e feminino treinam juntos. Por ser uma equipe de esportes amadora “não existe processo seletivo. Nosso time não é um time universitário. A gente tem uma parceria com a universidade. O nosso time aceita atletas tanto universitários, como não universitários. É só chegar e aparecer nos treinos. A gente treina toda segunda, quarta e sexta no Campo 1 do CO. Ele é aberto pra todo mundo com experiência ou sem experiência”, acrescenta.

Rugby – um estilo de vida

O estudante de Engenharia Aeroespacial Raphael Fernandes, 25, começou a praticar Rugby há nove meses e já nota benefícios em sua saúde. “É bom para a saúde mental. Eu consigo aliviar bastante o estresse… Eu melhorei muito em questão de perder peso, comer mais saudável. Hábitos mais saudáveis por conta do esporte, esse definitivamente foi o maior ganho”.

De acordo com a atleta Mariana Eiras, 29, que joga Rugby desde 2013, alguns aprendizados do esporte podem ser levados para a vida. “Não me vejo fora do Rugby em si. É como se fosse um estilo de vida. Você aprende os pilares do esporte que você leva pra dentro e fora de campo.

“Então você aprende a ser solidário com as pessoas, a ter paixão, respeito integridade e união, que são os cinco pilares do nosso esporte. Você passa a levar isso pra família, pra faculdade, pro colégio, pra onde você for leva esses cinco pilares e tenta ser uma pessoa melhor”, conclui a atleta.

“Cada jogo dá uma sensação diferente, mas sempre aquele friozinho. Não importa se são seis anos de Rugby, mesmo assim quando eu vou entrar em campo dá aquele nervoso, aquela ansiedade, até a gente passar a primeira bola e ter o primeiro contato e depois disso fica tranquilo. Cada jogo a gente carrega um tipo de energia diferente, dependendo do adversário”, complementa Mariana.

Autor: Beatris de Deus

Fonte: UnB