A transformação pelo espaço

MACKENZIE

A mudança e ocupação da Praça Roosevelt ao longo do tempo

A antiga praça da Consolação se transformou, ao longo do século XIX, em um marco no centro da cidade de São Paulo. No início do século XIX, pertencia à chácara de Veridiana Prado, que, posteriormente, deu origem ao bairro do Higienópolis e Santa Cecilia. Até 1930, o espaço pertencia à família Prado, que, após problemas sanitários, passou a pertencer ao domínio público da cidade de São Paulo. Em 1950, a praça localizada ao lado da Igreja da Consolação mudara seu nome, de Praça da Consolação para Praça Franklin D. Roosevelt (Praça Roosevelt).

                                                                                                    Antiga Praça Roosevelt

Nas décadas de 50 e 60 houve um crescimento no comércio e na quantidade de casas e apartamentos na região. A área funcionava de diferentes maneiras. Ao longo da semana era um grande estacionamento para os bares, restaurantes, teatros e outros comércios da região. Nos fins de semana, a praça era conhecida por uma grande feira e, aos domingos, a Igreja da Consolação usufruía do local devido a missa de domingo. No período noturno, a cultura era exclamada para os cidadãos do centro, já que artistas de rua se apresentavam no local, e o seu redor ganhava destaque, como o restaurante Sujinho, que até hoje é um dos maiores nomes de São Paulo, o Teatro Cultura Artística e os bares da Rua Augusta.

Durante o período da ditadura militar, por volta de 1970, diversos projetos modernistas foram pensados para a praça. Os projetistas, paisagistas e urbanistas buscavam a interação de diversos setores da cidade: o viário, a polícia, os comércios, um centro cultural, que ficou apenas no papel, e um grande mercado. Ele consistia em cinco andares dos diferentes setores. Segundo a prefeitura, a obra se comparava com as grandes praças urbanas de Montreal e Nova Iorque. Apesar de ter saído do papel, o local foi degradado em um curto espaço de tempo, já que, segundo dados da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, ela era alvo de violência, poluição e atrapalhava a circulação dos cidadãos. Além disso, os comércios ao seu redor foram fechando suas portas.

No começo dos anos 2000, a praça recebeu uma nova proposta de revitalização, que só ocorreu em 2008. O plano consistia em mudanças de bem-estar e melhorias urbanas para o centro da capital, como aumentar a circulação e a ligação com o entorno. Em janeiro de 2013 a obra terminou. As questões e melhorias abordadas na sua proposta foram bem vistas pelos usuários da praça e residentes do centro paulistano. A principal avaliação feita pelos cidadãos que a utilizam foi a diversificação dos frequentadores do local. Atualmente, ela serve de ponto de encontro para adultos e idosos, no período da manhã, e jovens, ao entardecer, atraindo, assim, muitas pessoas da região, como é o caso dos estudantes do Mackenzie, moradores do centro e turistas. Autor: Denis Pimentel

 

Autor: Denis Pimentel

Fonte: Mackenzie