Trabalhar como Uber e vender doces ajudam casal a enfrentar crise

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Trabalhar como Uber e vender doces ajudam casal a enfrentar crise

Quem nunca solicitou uma viagem de Uber por ser a melhor opção de preço? A Uber é uma empresa de tecnologia voltada à mobilidade. Ao conectar motoristas cadastrados e usuários, o app oferece corridas mais em conta que os taxis. Por outro lado, cria oportunidades de negócios para quem quer trabalhar dirigindo um veículo.

Mesmo cercada de discussões quanto ao modelo de negócio, a Uber se tornou opção de trabalho e uma maneira alternativa de se ganhar dinheiro. É o caso do administrador de empresas Marcos Cezar Figueira, 55, morador de São Caetano. Ele começou a trabalhar como motorista da Uber há pouco mais de um ano, após ser demitido do emprego.

Marcos, que trabalhou por 37 anos com carteira assinada, procurou recolocação no mercado por quase seis meses na área de suprimento, na qual atuou por mais de 20 anos. “Como não tive sucesso na recolocação, pedi minha aposentadoria e comecei a trabalhar de Uber para ter uma renda extra”, afirma. Além de mantê-lo ativo no mercado de trabalho, a renda extra tem ajudado na manutenção de despesas da casa.

Aliás, alternativas para enfrentar a crise parecem ser característica da família de Marcos. Sua esposa, a administradora de empresas Helena Seleznevas Figueira, 54, faz trufas para vender. Ela conta que depois de uma experiência que foi mal sucedida como franqueada de duas lojas, fez alguns cursos específicos e passou a fabricar trufas, ovos de páscoa, palha italiana, etc. em casa para ajudar com a renda.

Com a divulgação nas redes sociais como Facebook e WhatsApp, a administradora de empresas divulga também as vendas com um pequeno cartaz no carro do marido. “Realmente vem ajudando a alavancar os negócios”, diz.

Os trabalhos alternativos não foram a única medida tomada pelo casal para enfrentar a crise.“Reduzimos ou até cortamos algumas despesas como restaurantes, TV por assinatura e até mesmo plano de celular”, finaliza Marcos.

Texto: Vittória Cataldo

Fonte: Metodista