Técnica de respiração aumenta bem-estar

Forma de ligar o corpo à mente é conhecida como rebirthing

Técnica de respiração aumenta bem-estar
Técnica de respiração aumenta bem-estar Na técnica de relaxamento, uma das renascentistas auxilia participante durante processo de “rebirthing”. Foto: Mayra Ribeiro/RRJ

Você já ouviu falar de respiração consciente? Trata-se de uma técnica que, quando aplicada, ajuda a reduzir estresse, síndromes, depressão, falta de confiança, desânimo e ansiedade.

Essa técnica, conhecida em inglês como “rebirthing”, ou renascimento, é uma forma de ligar o corpo à mente, proporcionando uma sensação de bem-estar.

A psicóloga Josie Medeiros, 34, é adepta do rebirthing e disse que está comprovado que o corpo e a mente não podem ser tratados de forma separada. Por exemplo, se o mental sofre de ansiedade, o físico pode armazenar sintomas relacionados a este problema.

De acordo com Josie, as pessoas tendem a respirar poucas vezes ao dia e de uma forma equivocada, pois não prestam atenção neste ato. “No cotidiano, há situações de estresse. Em casos como esse ou de medo, a primeira reação de uma pessoa é cortar a respiração, o que impede uma oxigenação adequada das células, prejudicando a saúde física.”

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Durante a técnica do “rebirthing”, um ambiente de relaxamento é criado. Com luz baixa e música tranquila, a ideia é que o participante, ao deitar no colchonete, escolha uma via (boca ou nariz), inspire levando todo o ar aos ombros, permitindo que o oxigênio chegue ao cérebro e depois expire esvaziando totalmente, liberando gás carbônico. Essa respiração, chamada de circular, é conectada e sem pausas. Ocorre, em média, por 40 minutos.

Ainda segundo a psicóloga, o ser humano tem o hábito de não querer enfrentar situações difíceis, fugir de problemas e evitar seus medos. Mas, no período da respiração, a mente se encontra em um estado de relaxamento e permite que estes acontecimentos apareçam no formato de imagens, sensações ou lembranças.

Para que a técnica seja eficaz, esses aparecimentos devem ser aceitos. “Nas aulas, eu digo: ‘Acolham as imagens. Pegue-as no colo, aceite-as e as deixem passar’. Aceitação é a palavra-chave para a leveza, resultando em uma melhora na qualidade de vida”, disse Josie, que, além de trabalhar com psicologia, também é renascentista há seis anos.

Após 40 minutos iniciais de “rebirthing”, acontece a chamada integração, quando algumas informações são trazidas pelo psicológico. Os dados revelados simplesmente se encaixam, como peças de quebra-cabeça, e tudo começa a fazer sentido. Esta última etapa dura dez minutos.

A prática da técnica sem o acompanhamento de um renascentista não é recomendada, pois podem ocorrer tanto manifestações emocionais, como físicas. “Quando você começa a oxigenar mais as células, a circulação muda, então as sensações podem ser expandidas e coisas que a pessoa não está acostumada a sentir no dia a dia podem aparecer.”

Para Josie, isso ocorre porque a pessoa está crescendo, não apenas em nível emocional, como no físico. “Tudo muda internamente.”
Os sintomas mais comuns são mudança de temperatura, formigamentos, espasmos, tremores, dores, bocejos, tosse, vontade de ir ao banheiro, sono e apineia. Enquanto que as emocionais podem ser sons, cheiros, riso, choro.

Mas caso o adepto queira aproveitar os benefícios do rebirthing em sua rotina, o tempo de prática estimado é de dez minutos. Podendo ser tanto deitado em um colchonete, como de olhos abertos em uma reunião importante do trabalho. 

Autora: Mayra Ribeiro

Fonte: Metodista