Situação econômica do Brasil é a pior da história, segundo economista

METODISTA

Situação econômica do Brasil é a pior da história, segundo economista

“Essa é a pior crise nos últimos 100 anos”. Foi assim que o economista Júlio Pires definiu a atual situação financeira do Brasil. Desde 2015, o país passa por uma recessão que culminou nos mais de 14 milhões de desempregados, que correspondem a 13% da força de trabalho brasileira.

Segundo Pires, a perspectiva para os próximos anos não é boa. “A tendência é um crescimento em torno de 0,5% do PIB. É como se nós estivéssemos chegado ao fundo do poço da economia”, disse. Ele também acredita que o Brasil só voltará a crescer economicamente depois de 2020.

A reportagem do Rudge Ramos Online foi até as ruas para saber os impactos da crise nos moradores do ABC. De maneira geral, os cidadãos têm sentido os efeitos da recessão.

O aposentado Geraldo dos Santos, 53, foi dispensado de uma empresa de autopeças após 30 anos de trabalho. Ele afirma que com a crise não é possível manter o mesmo padrão de vida de anos atrás. “O país está parado. A gente só escuta a cada dia que passa novos episódios de desvio de dinheiro. Ninguém toma alguma ação realmente em prol da população, do povo”.

Existem pessoas que acabaram tendo que mudar de profissão por causa da crise econômica, como a ex-cabelereira e atualmente cozinheira de um restaurante Elizabeth dos Santos,49. “Eu parei de exercer a profissão porque eu não conseguia comprar meus produtos de beleza com o que eu ganho”.

Márcio Felipe, 39, é comerciante e afirma que suas vendas caíram pela metade. A alimentação também foi atingida. “Só o essencial mesmo. Antes dava pra comer uma carne melhor. Hoje é só o necessário”.

O preço dos alimentos costuma ser o mais sentido pelos consumidores em períodos de recessão. Em junho de 2017, o preço da cesta básica foi de R$ 464,29, de acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados realizada em conjunto com a GFK. O valor é maior do que há quatro anos quando a crise começou, que era de R$ 360,57. Um aumento de aproximadamente 128%.

Texto: Bruno Pegoraro e Gabriel Argachoy

Fonte: Metodista