Sites e Apps de relacionamento conquistam mercado e unem casais

METODISTA

Sites e Apps de relacionamento conquistam mercado e unem casais

Desde a popularização da internet nos anos 2000, os relacionamentos virtuais estão cada vez mais frequentes. Hoje, não causa mais espanto encontrar casais que se conheceram no ambiente virtual e, a partir de então, passaram a se relacionar no mundo real. De olho nesse comportamento, o mercado investiu neste segmento e os sites de relacionamento se popularizaram.

No começo da década, as conversas eram mediadas por salas de bate papo movidas à internet discada. Com a modernização da tecnologia, redes sociais como o Orkut, Facebook e o MSN ganharam força. Já com o aumento dos dispositivos móveis, os apps de paquera tornaram-se febre mundial. Atualmente, entre os mais conhecidos estão Tinder, Happn e o ParPerfeito.

Todos esses recursos mudaram até a forma da velha paquera, e como as pessoas encaram a aproximação do outro. Segundo dados da pesquisa realizada pela empresa Match Group LatAm, do total de 1.358 pessoas entrevistadas, 39% das mulheres preferem receber cantadas virtuais, enquanto 62% dos homens afirmam gostar de utilizar este artifício. As abordagens de maior sucesso são relacionadas ao amor, ao mistério e ao humor.

Outros dado interessante é o fato de 76% dos homens já terem afirmado ter levado uma cantada por aplicativos. Quando uma mulher decide tomar a iniciativa, 50% responderam que optam por uma abordagem de cumprimentar e perguntar, via smartphone, como a outra pessoa está.

O estudante Theo Chacon, 19, que frequentemente utiliza apps de relacionamento, conta sobre como as pessoas se portam nestes ambientes virtuais. “Eu acho legal quando uma menina vem falar comigo, porque existe uma cultura em que o homem tem que tomar a iniciativa. O homem deve fazer todo o trabalho e elas só analisam. Eu acho isso ultrapassado. Se ela tem interesse e quer chamar, eu acho legal e até me sinto mais atraído”.

As pessoas, muitas vezes, entram neste tipo de aplicativo por curiosidade e com baixas expectativas, com o intuito de conhecer parceiros de um jeito mais descontraído. Porém, algumas já estão à procura de algo mais sério. E para quem pensa que os aplicativos e sites são apenas para ter conversas e encontros rápidos se engana. Muitos relacionamentos sérios e até longos casamentos nasceram deles.

Adriane Rodrigues, 33, moradora de São Bernardo, diz que entrou no aplicativo primeiro por curiosidade, influenciada por conversas de amigos, mas ela tinha o intuito de encontrar alguém para ter um relacionamento sério. “No começo foi constrangedor algumas vezes. O Baddo não foi o primeiro aplicativo e sim outros dois [Tinder e Pof], mas não gostei da experiência por me sentir muito vulgarizada pelas conversas que eram puxadas. No segundo dia que eu baixei o Badoo, eu comecei a conversar com o meu atual marido; conversamos por dois ou três dias e passamos para o WhatsApp”. Segundo Adriane, depois de seis meses de namoro e dois de noivado, o casamento foi realizado em março deste ano.

Outra experiência nesse sentido, foi vivida por Elisabete Longo e Luciano Ricardo Segura. “Nós nos conhecemos em 2000, em uma época em que as pessoas começaram a ter computador e a internet não era banda larga. Tinha sala de bate papo para conhecer os outros. Eu havia comprado um computador há pouco tempo e comecei a conversar com algumas pessoas e conheci meu marido assim”, diz Elisabete.

Há um ano e oito meses, nasceu a primeira filha do casal e o relacionamento já dura 16 anos. Para Elisabete, a internet é um meio facilitador da comunicação. “Hoje está tudo muito mais acessível. Todo mundo está plugado o tempo todo. Na época, para falar com outras pessoas, tinha que esperar dar a linha do telefone, tudo era mais complicado e hoje o mundo é das facilidades”.

Cantadas mais populares entre homens e mulheres

Texto: Felipe Freitas e Mariana Harriz

Fonte: Metodista