Rádio e sua história: Um especial para o Dia do Radialista

MACKENZIE

No Brasil, o rádio nasceu carioca. E não tem mãe, mas sim um pai. Edgar Roquette-Pinto fundou a primeira emissora de rádio na cidade maravilhosa, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.

Mas de onde ele tirou essa ideia?

Para comemorar o primeiro centenário do nosso Brasil (1922), foi instalada uma antena no Corcovado (não, ainda não tinha Cristo Redentor) para a transmissão do discurso do presidente da época. Roquette-Pinto percebeu o poder que aquele meio de comunicação tinha e convenceu a Academia Brasileira de Ciências a comprar os equipamentos.

Equipamentos da Rádio Mackenzie

Equipamentos da Rádio Mackenzie

Não sei como ele conseguiu isso, se foi o poder de persuasão ou a provável influência como intelectual. O cara, além de membro da Academia Brasileira de Letras, era médico legista, professor, escritor, antropólogo, etnólogo e ensaísta brasileiro.

A emissora de Edgar se chamava “sociedade” porque realmente funcionava como um clube: Os “assinantes” pagavam uma mensalidade. Era assim que tudo se mantinha em pé, porque o governo (ainda) não ligava para esse meio de comunicação. O sonho de Roquette-Pinto era que ele fosse usado para educar as pessoas, com uma programação voltada para cultura e arte. Levando em consideração que o analfabetismo no Brasil era de 62% na época, o rádio seria uma tremenda arma contra a falta de acesso à informação.

Tudo mudou nos anos 30, quando Getúlio Vargas percebeu o potencial da radiodifusão e meteu o dedo em tudo: A “sociedade” acaba, a publicidade entra com o financiamento e o caráter educativo se perde. O que isso significa? Um rádio mais barato, mais acessível à população carente e que só fala bem do presidente. As emissoras são privadas, mas quem é dono de tudo mesmo é o Estado. Perverso? Sim. Inteligente? Também.

Essa modelo de rádio foi tirado dos americanos (Trusteeship model), e não mudou muito desde então.

O “Jornal Nacional” do Rádio

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Em 1940,Vargas criou a Rádio Nacional. O objetivo era unir o Brasil em um só, culturalmente falando. A emissora se tornou uma identidade nacional. Foi mais uma sacada do presidente que deu muito certo. O documentário da foto acima (2011) é do diretor Paulo Roscio e conta tudinho!

Oficina de Rádio do Mackenzie

Todo início de semestre abre as inscrições para a Oficina de Rádio do curso de Jornalismo do Mackenzie. A oficina ensina como criar roteiros radiofônicos, como se comportar em frente ao microfone e como conduzir programas de rádio. Os alunos apresentam programas de cinco minutos criados por eles mesmos no estúdio do Centro de Comunicação e Letras (CCL).

 

Dia: Toda quinta-feira
Horário: 9h40 da manhã
Professores/Orientação: Rafael Fonseca, Lenize Villaça e Tamires Lietti (aluna do 6º semestre de jornalismo).

Para ouvir os programas dos alunos, clique aqui ou baixe o aplicativo TV Mackenzie no celular e selecione a categoria “Rádio”.

“O microfone muitas vezes é mais poderoso que a bomba atômica, pois os bens materiais que a bomba destrói, o homem reconstrói, já uma notícia sem apuração e mau divulgada tem danos irreparáveis. Protejam a notícia” Nicolau Tuma (Repórter e pioneiro na locução de jogos de futebol por rádio).

Aluna Maria Catarina Mazzitello (4º semestre de jornalismo) é uma das locutoras do "Sala 5", programa sobre cinema, da oficina.

Aluna Maria Catarina Mazzitello (4º semestre de jornalismo) é uma das locutoras do “Sala 5”, programa sobre cinema, da oficina.

 

AUTOR: Fernanda Campos

FONTE: Mackenzie