Pavilhão Vera Cruz fatura mais de R$2 milhões nos últimos dois anos

A previsão é que o patrimônio totalize R$3 milhões até dezembro

Pavilhão Vera Cruz fatura mais de R$2 milhões nos últimos dois anos

A Prefeitura de São Bernardo informou que o Pavilhão Vera Cruz registrou, nos últimos dois anos, faturamento de R$2,8 milhões, considerando que o local obteve aproximadamente R$1 milhão apenas em 2018. Os valores foram alcançados após a gestão do espaço ser retomada pela administração pública. Além disso, há previsão de que o local fature o total de R$3 milhões até dezembro deste ano, por meio da locação dos galpões.

O Pavilhão é um patrimônio tombado, e foi inaugurado em 4 de novembro de 1949. Entre os anos de 1950 e 1954, foram produzidos 22 filmes, sendo o primeiros deles “O Painel” de Lima Barreto. O filme mais conhecido da Vera Cruz foi “O Cangaceiro”, de 1953, também de Lima Barreto. O estúdio foi desativado em 1954 por problemas financeiros e ficou abandonado por vários anos, até torna-se um centro de exposições, principalmente durante 1980. Em 2003 serviu de palco para a produção nacional de “Carandiru”, com direção de Héctor Babenco e é uma adaptação do livro “Estação Carandiru” do médico e escritor Dráuzio Varella.

No ano em que se comemora os 70 anos da Vera Cruz, o espaço recebe este fim de semana (dias 22, 23 e 24/11) uma Feira Gastronômica, e desde o início de novembro é palco para a gravação do quadro “The Wall” que vai ao ar no programa “Caldeirão do Hulk” da TV Globo. Mas o equipamento já recebeu produções de temporadas dos realities “Canta Comigo” e “The Four Brasil”, ambos da TV Record, e eventos como Feira de Noivas, Feira de Moda Inverno, Jantar de Aniversário da Cidade, entre outros.

Segundo informações da Secretaria de Comunicação, o valor do aluguel é estabelecido por meio da resolução nº 22 de 31 de outubro de 2018, da Secretaria de Finanças, que também trata das regras para utilização do espaço.

*Esta reportagem foi produzida por estagiários do Curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

Autor: Andressa Schmidt

Fonte: Metodista