Parque das Nações tem feira artesanal todas as terças

METODISTA

Parque das Nações tem feira artesanal todas as terças

Em um cenário de milhões de desempregados no Brasil a criatividade pode ser uma saída para milhares de pessoas conseguirem colocar as contas em dia. No bairro Parque das Nações, em Santo André, todas as terças tornou-se tradicional a feira de artesanato promovida pela prefeitura, que traz pequenos artesãos e comerciantes para vender alimentos e artigos diversos.

A diretora de Suporte ao Empreendedor de Santo André, Malu Lopes, conta que o objetivo é estimular o empreendedorismo. “É um trabalho de longo prazo, até que nossos parceiros consigam andar com as próprias pernas”, afirma. 

A feira ocorre na Praça do Bonfim desde novembro de 2016, das 9h às 15h. O ambiente é pequeno, mas permite que muitos moradores do bairro possam frequentá-la. Tem desde barracas de comida até chinelos trabalhados, panos de prato, esculturas e outros trabalhos artesanais.

Para a artesã e expositora de panos artesanais Elizabeth Cacaliso trabalho ajuda muito pois serve como uma renda extra, além de sua aposentadoria. Ela diz que, eventualmente, consegue trabalhos sob encomenda.

Paulo César Oliveira, 49, comerciante, tem uma barraca de tapioca no local. Ele participa da feira desde agosto de 2015. “O grupo vem crescendo e precisa se firmar. As pessoas têm que ver se é isso realmente o que elas querem, pois o resultado não vem de imediato. As coisas vão acontecendo, precisa persistência”, conta ele. Paulo diz ainda que o grupo atualmente conta com 25 comerciantes. “O movimento é relativo, as pessoas compram dependendo da época do mês, nem todo dia têm dinheiro. Mas temos um público fiel”, diz o comerciante. 

A moradora do bairro Silvia Maria Gonçalves, 55, é frequentadora do local há mais de 25 anos. “Acho bacana, você se distrai. Tem um tempinho para comer algo diferente, acho bom, gosto muito de artesanato, de ver o pessoal trabalhando”, diz Silvia Maria. 

Para participar do projeto basta morar na cidade e oferecer produtos artesanais ou algo que se possa comercializar. Os interessados devem comparecer ao Centro de Atendimento ao Empreendedor e aguardar por uma vaga. 

Texto: Eduardo Luiz, Jackeline Matos, Mateus Romaniello e Pedro Vasques

Fonte: Metodista