Mulheres são as principais influenciadoras para a leitura infantil

De acordo com pesquisa apenas 56% dos alfabetizados brasileiros leem com frequência

Mulheres são as principais influenciadoras para a leitura infantil

O hábito de ler tem grande importância na formação do caráter e do intelecto das crianças. Especialistas apontam que a leitura enriquece o vocabulário e a imaginação. Mas no Brasil, até 2015, apenas pouco mais da metade da população alfabetizada lia com frequência.

Uma pesquisa encomendada pelo Instituto Pró-Livro, intitulada “Retratos da Leitura no Brasil”, mostrou que as mulheres são as principais influenciadoras da leitura infantil na família. Em segundo lugar, estão os professores. 

A educadora Simone Generoso,32, conta que estimular a sua filha a ler é fundamental. “Para mim, a leitura é primordial. Ela abre mundos, melhora a escrita e é uma forma de lazer. Eu incentivo a minha filha a ler porque penso que quem não lê se torna raso”, afirmou.

Simone também acredita que os adultos são o espelho para os mais novos. “Eu leio muito, sobre tudo. Sou uma pessoa naturalmente curiosa. Acho que a minha filha me ver lendo e ter acesso a uma estante cheia de livros é meio caminho andado para que ela se interesse também”, completou.

Giovana Rondinelli, 12, de Santo André, conta que sua mãe a motivou a ler desde pequena. A estudante lê em média dez livros por mês, tendo preferência pelos gêneros de aventura e suspense. “Eu acredito que consigo escrever bem por conta da leitura”, disse.

Para o professor de Sociologia da Universidade Metodista Oswaldo de Oliveira Santos, a razão para a mulher liderar essa pesquisa é cultural. “Na nossa sociedade, é bastante evidente que a mulher tem o papel fundamental no processo de educação, juntamente com o parceiro, e isso se deve a uma questão histórica”.

A psicopedagoga Patricia Sorrentino, de São Bernardo, considera que o livro deve ser visto como objeto de lazer e cultura. “Fora do contexto escolar, usamos muito conhecimento da leitura e da escrita, e não estar inserido nisso é exclusão social”, declarou a especialista.

Autores: Bruno Pegoraro e Marina Harriz

Fonte: Metodista