Mulheres estão perdendo o medo de viajar sozinhas

Consultora de viagem e turistas experientes dão dicas para curtir o final do ano fora de casa
Mulheres estão perdendo o medo de viajar sozinhas
A recepcionista Rayane, de São Bernardo, está acostumada a viajar sozinha pelo país – Foto: Arquivo Pessoal

De acordo com o portal de viagens TripAdvisor, que fornece informações sobre hotéis, restaurantes e relatos de viajantes, uma a cada quatro mulheres brasileiras tem o hábito de viajar sozinha.

A consultora de viagens Lorena Peretti, da Minds Travel, acredita que o principal ganho das mulheres que viajam sozinhas é ter o senso de empoderamento despertado. “Ganhamos a consciência de que não precisamos depender de ninguém para ir e vir”, completa. Na opinião da especialista, elas aprenderam a ter mais responsabilidade. “Temos que lidar com os ônus e os bônus das nossas escolhas na viagem. Recomendo viajar só pelo menos uma vez na vida”.

A recepcionista Rayane Duarte, 25, fez sua primeira viagem sem acompanhantes em 2016, para a cidade de Socorro, no interior paulista. Mas não foi nada planejado. Ela tinha R$ 400 sobrando, pesquisou o que dava para fazer com esse dinheiro, reservou um hostel e embarcou. “Essa experiência foi maravilhosa, transformadora. Fiz rafting, fui em uma fazenda e não me senti sozinha em nenhum momento”, conta.

Já a controller Lucimara Fassi, 36, fez a sua primeira viagem sozinha em 2005. A aventura foi totalmente planejada porque ela fez um intercâmbio de um mês no Canadá. A moça demorou oito anos para juntar o dinheiro necessário, pois na época os programas de estudos não eram tão acessíveis como hoje em dia. “Foi a realização de um sonho, conheci muitas pessoas incríveis”.

Lorena relata que os planejamentos financeiro e de tempo são os itens principais de uma viagem. “É preciso ter em mente qual é o objetivo: passeio ou intercâmbio de estudos”, diz.

A controller Lucimara planeja todas as viagens com um ano de antecedência. Ela busca roteiros, lugares, preços e aí decide para onde ir. ” Quando o local é próximo da cidade, faço tudo por conta própria. Já quando é ecoturismo, outros estados ou internacional, opto por uma agência de turismo”, diz. Em relação ao quanto gasta por viagem, Lucimara afirma que tudo depende do destino e da época do embarque. “Sempre viajei em baixa temporada. Mas agora preciso sair de férias coletivas, quando é alta temporada. O planejamento antecipado ajuda a economizar um pouco”, completa.

Para os que querem viajar no final do ano, a especialista em viagens acredita ser um desafio achar a hospedagem em conta, e que é melhor optar por algo dentro do país. A recepcionista Rayane vai viajar sozinha para Curitiba em dezembro. No Réveillon, o destino é Florianópolis e ela já começou o pagamento das parcelas da passagem aérea. “Eu planejo antes e procuro fechar tudo com antecedência para economizar. Vale a pena”.

Para as mulheres que querem viajar sozinha, mas ainda têm receio, Rayane aconselha: “apenas vá, deixe o medo de lado”. A viajante recomenda que as moças pesquisem sobre segurança no destino escolhido e que não se privem de emoções maravilhosas e momentos marcantes por receio.  “Se eu deixasse o medo vencer, nunca teria experimentado tudo que eu experimentei, as experiências que tive me fizeram crescer como pessoa e culturalmente também”.

*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

 Autora: Mayara Clemente

Fonte: Rudge Ramos Online/Metodista