Mudanças climáticas, poluição e poeira intensificam os sintomas de alergias

Alergista indica hidratação das mucosas e busca por acompanhamento médico para alívio dos efeitos
Mudanças climáticas, poluição e poeira intensificam os sintomas de alergias
Alergias respiratórias são mais comuns no inverno/outono, enquanto que as de pele são predominantes na primavera/verão – Foto: Andressa Navarro/RRO

É só mudar o clima que os olhos, a pele e o nariz já começam a coçar. A pele descama e resseca. Esses são alguns dos sintomas das alergias e, quem sofre com elas, se desespera com a mudança de estação. Mas o que é uma alergia?

De acordo com o Ministério da Saúde, as alergias são reações exageradas do corpo contra algum elemento identificado como estranho pelo organismo. Dentre as mais comuns estão as respiratórias, como a rinite alérgica, que é causada pela inflamação da mucosa do nariz, e as oculares, ou conjuntivite alérgica, que é percebida pela coceira, vermelhidão ou lacrimejamento dos olhos.

O alergista Carlos Alberto Martins explica que as crises alérgicas podem ser desencadeadas por diversos fatores que alteram algo na rotina do organismo do paciente. “A mudança de clima, por exemplo, altera o funcionamento do sistema respiratório, irritando-o”, explica. O médico também conta que, normalmente, as alergias respiratórias acometem as pessoas no período do outono/inverno. Já as ligadas à pele, como a dermatite atópica, ocorrem mais no verão/primavera, pois são os períodos de calor e transpiração, que causam as coceiras e brotoejas.

Essa irritação atrapalha um dia de trabalho, estudos, ou qualquer que sejam os afazeres do dia, como relata a estudante de biomedicina Denise Ramos, de 19 anos. Ela sofre com rinite alérgica há pouco mais de seis anos e conta que os sintomas como tosse, nariz escorrendo e os olhos lacrimejando ficam mais intensos com a alteração climática.

No início, a estudante insistia em consultas médicas, como era indicado, para tentar amenizar os sintomas. “Fiz diversos tratamentos para combater a rinite durante  toda a infância e começo da adolescência, mas não obtive muito sucesso, então desisti”. Hoje, ela controla as crises com um antialérgico receitado por sua médica.

O alergista Carlos Alberto, de São Bernardo, ressalta que as alergias têm causas variadas e por isso não há uma cura, mas que os tratamentos são múltiplos e devem ser indicados para cada caso específicos. “Há vacinas, sprays nasais e medicamentos como os antialérgicos”, afirma. Entretanto, o médico recomenda que o alérgico tente evitar as crises não se expondo a situações que podem irritar o organismo, como mexer com poeira ou mofo, aspirar fumaça e fumar. “Manter as mucosas bem hidratadas também ajuda a melhorar os sintomas.”

A poluição é outro fator que prejudica bastante os alérgicos. “Nas férias, costumo viajar para o interior e embora fique num período que não alcança dois meses, sinto uma melhora muito significativa na respiração”, explica Denise, feliz por ter esse alívio no fim do ano.

Mesmo com os tratamentos e remédios, as alergias podem se tornar parte do nosso cotidiano e serem deixadas de lado, por não parecerem graves ou com a premissa de que os sintomas passarão. Porém, Carlos Alberto alerta para a necessidade de ir às consultas e procurar acompanhamento médico. “Os sintomas podem comprometer a qualidade de vida da pessoa. Uma rinite alérgica, por exemplo, deixa o nariz entupido e o sono é irregular, colaborando para a sensação de cansaço durante o dia”, explica. O médico completa que é importante seguir o tratamento prescrito corretamente para que os resultados esperados sejam alcançados.

 *Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

Autora:  Andressa Navarro

Fonte: Rudge Ramos Online/Metodista