Moradores se reúnem na Praça dos Meninos para praticar o Tai Chi Chuan

METODISTA
Terceira idade ocupa espaço no período matutino para a prática do esporte
Moradores se reúnem na Praça dos Meninos para praticar o Tai Chi Chuan
Grupo praticando o esporte no espaço central da praça. Foto: Marcelo Hirata/RRJ

Calma e com elementos paisagísticos bem cuidados, decorados com pedras e arquitetura típica do Japão e um lago com carpas. Assim é a Praça dos Meninos, a mais antiga do bairro do Rudge. O ambiente serve para inúmeras atividades, desde playground para as crianças à feira livre noturna, realizada todas as quintas-feiras. No entanto, são os exercícios físicos que agitam o local logo pela manhã.
Nos primeiros horários do dia é comum ver a praça tomada pela terceira idade, sobretudo, praticando exercícios físicos, mas tem um, em especial, que rouba a cena, o Tai Chi Chuan. Todos que passam se interessam e tentam entender o que o grupo está fazendo ou praticando, grupo este que habita as manhãs da Praça dos Meninos desdes o ano de 2001.
O Tai Chi Chuan é uma arte marcial conhecida como uma forma de meditação em movimento. Nascido na China, a prática ganhou o mundo sobretudo pela sua relação com a meditação, sua principal proposta é a busca pelo equilíbrio e tranquilidade. Nesta modalidade, há movimentos que devem ser executados de forma lenta e calma, semelhante a yoga mas o Tai Chi tem suas próprias posições.

Luiz Carlos Freitas, 72, é o professor e lembra como iniciou o grupo. “Eu me aposentei e não consegui mais achar emprego, então eu vinha aqui no parque e praticava sozinho o Tai Chi Chuan. Um pessoal viu, se interessou e pediu para eu ensinar para eles”.
Freitas lembra como a arte marcial entrou na sua vida. “Desde moleque sempre gostei e o tai chi começou junto com o meu professor de aikido, ai comecei a praticar, peguei o diploma de professor e hoje dou aula”.
Vilma Calixto, 77, e Irene Cano, 76, são alunas de Freitas. Elas moram no bairro do Taboão e pegam o ônibus todo dia para vir à Praça dos Meninos praticar o Tai Shi. Vilma conta que estava viúva há quase um ano, e estava com uma depressão muito forte quando começou a praticar o esporte. “Eu comecei a fazer e me ajudou a superar a doença. Eu agradeço ao professor porque ele me deu muito incentivo no começo. A gente mora lá perto da Ford, mas estamos aqui todos os dias”.
As amigas já estão nessa rotina há quase cinco anos. “A gente vinha para caminhar, aí ficamos curiosas e o professor convidou a gente para começarmos e foi muito legal porque ele incentiva muito e não deixa a gente desistir”, diz Irene.
Vilma Aparecida, 59, descobriu o esporte e se apaixonou. “Meu marido vinha se exercitar aqui na praça e eu comecei a vir com ele quando vi o pessoal praticando o Tai Chi e me interessei e entrei”. Vilma também comenta os benefícios que a prática de esporte trouxe para a sua saúde. “Eu tinha problema de pressão alta e diabetes e depois que eu comecei a praticar tudo melhorou, principalmente porque a gente está mexendo com a cabeça e com o corpo”.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

Autor: Marcelo Hirata

Fonte: Rudge Ramos Online/Metodista