Jovens deixam emprego fixo e abrem o próprio negócio

METODISTA

Jovens deixam emprego fixo e abrem o próprio negócio

Em uma época cercada pela modernidade e ideias inovadoras, muitos jovens em busca de independência e novos rumos profissionais têm deixado os empregos em empresas para abrir o próprio negócio.

Pesquisa feita em dezembro de 2016 pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) traçou o perfil de jovens empreendedores. O estudo Jovens Empresários Empreendedores mostrou que dois em cada três jovens brasileiros pensam em abrir o próprio negócio nos próximos anos. Os principais motivos são: a realização de um sonho (76,4%), qualidade de vida (75,6%), altos ganhos financeiros (70%), mercado promissor (66,1%) e não ter chefe (64,5%).

Um dos exemplos é a jovem Beatriz Dotta que, aos 20 anos, decidiu investir em sua carreira profissional e abriu um ateliê gastronômico para trabalhar como prestadora de serviços, fazendo encomendas de doces para eventos.

“Quando comecei a fazer faculdade de gastronomia, passei a trabalhar em restaurante como estagiária, mas essa área é pouco valorizada mesmo para quem já é formado. Então, decidi abrir um MEI, que é um registro para microempreendedor.”

A prestadora de serviços ainda ressalta o que foi mais difícil na hora de investir no próprio negócio. “A dificuldade foi conquistar o mercado, ter a clientela. Porque quando você é novo no mercado, as pessoas olham com desconfiança”. Ela ainda destaca a importância da divulgação para conseguir ter seus próprios clientes.

Outra dica, desta vez dada pela analista do Sebrae Daniela Farcic, é buscar todo tipo de informação antes de abrir o negócio. É preciso ter planejamento, identificar a atividade que interessa e que queira investir, além de fazer um plano de negócio. Para quem não definiu qual vai ser o negócio, é preciso fazer uma pesquisa de mercado”, diz.

Para a especialista, fazer essa pesquisa de mercado é importante para traçar as metas, avaliando qual a região e o tipo de atração que quer realizar e identificar o interesse das pessoas naquele tipo de produto ou serviço.

Texto: Camila Traldi

Fonte: Metodista