Inglês é diferencial para jovem no mercado

METODISTA

Inglês é diferencial para jovem no mercado

O mercado de trabalho está cada vez mais exigente. Uma forma de melhorar o currículo é fazendo cursos complementares a graduação. Estão disponíveis no mercado diversos programas de aperfeiçoamento, como informática, línguas, entre outros.

Para a química Camila Castro, 27, cursos de línguas estrangeiras foram essenciais para ela conseguir o emprego que tem hoje. “Para mim, foi super importante. Alguns trabalhos exigem a comunicação com outros países e com outras pessoas que não falam português”, afirmou Camila.

Além de ser fluente em inglês, espanhol e alemão, Camila fez mestrado em química e pretende fazer um doutorado na Holanda, onde mora e trabalha desde o meio deste ano pela empresa Akzo Nobel, de São Bernado. “Pretendo fazer futuramente um doutorado, vejo muitas pessoas que trabalham no meu departamento que têm doutorado, então penso que é um caminho e acho importante que a gente nunca pare de estudar, se atualize sempre”, explicou a química.

Segundo uma pesquisa da Catho, site de busca de empregos, no Brasil, apenas 5 % da população falam uma segunda língua e menos de 3% têm fluência em inglês. “Os jovens não entendem essa necessidade e fazem do inglês como se fosse uma coisa massacrante, como se fosse uma obrigação’’, disse a professora particular de inglês Marcia Ohta.

Uma forma de aperfeiçoar uma segunda língua seria fazer um intercâmbio e desenvolver a fluência. “É recomendado que o jovem vá para outros países com o intuito de aprender e procurar lugares onde não existam brasileiros ou que não vão muitos brasileiros. Em que possa trabalhar com outras pessoas de nacionalidades diferentes”, explicou a professora. Segundo Marcia, inglês era um diferencial, mas hoje em dia passou a ser essencial para ingressar no mercado de trabalho.

Os cursos de capacitação vêm fazendo a diferença na hora de escolher um candidato para uma vaga. “O curso de capacitação fundamental em todos os processos seletivos é o curso de inglês e tem um diferencial na seleção dos candidatos que fizeram intercâmbio”, afirma a gerente de Recursos Humanos Roberta Negri. Para ela, quanto mais fluência o candidato tiver, melhor na hora de contratar.

Segundo a gerente, “jovens da classe média têm mais interesse em aprender e se dedicar a um segundo idioma. Nas classes com menor poder aquisitivo, eles até têm interesse, porém não têm recursos financeiros”.

Com a internet os jovens têm tudo na mão. Uma boa forma de aprender outros idiomas é por aplicativos e aulas na internet. Existem muitos sites para aprender idiomas de graça, como ABA English, Learn English, Duolingo, Inglês Gratuito, Englishtown, entre outros.

Texto: Beatriz Moya

Fonte: Metodista