Ingestão de líquidos e alimentação saudável podem garantir a saúde dos rins durante a quarentena

Consumir queijos, leite e carnes em excesso contribui para a formação de pedras nos rins.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, a prevalência da doença renal crônica no mundo é de 7,2% para indivíduos de 30 anos, e de 28% a 46% para os que estão acima dos 64 anos. No Brasil, a estimativa é de que mais de dez milhões de pessoas sofram de problemas nos rins.

Manter a saúde renal durante o período de quarentena é muito importante, pois com a mudança de rotina as pessoas acabam se esquecendo de consumir líquidos na quantidade diária correta e de se alimentar de forma saudável. Esse é o caso da jovem de 19 anos Beatriz Marabiza, que mora em Santo André e é analista em uma empresa de seguros.

Beatriz sofre com pedras nos rins desde a adolescência e explica que o isolamento social atrapalhou muito seu quadro renal. “Antes eu tinha uma rotina toda programada para fazer as coisas, mas com a pandemia eu tive que me readaptar em quase todas as atividades”. Ela conta que em março ainda estava bem focada em beber bastante água, como estava acostumada. “Depois de dois meses em casa, relaxei um pouco. Nos dias mais frios eu nem lembrava de beber água e isso me levou a ter duas crises renais”, lamenta.

Vinicius Caruzo, de 21 anos, mora em Santo André e trabalha na administração de um posto de combustíveis em Mauá. O rapaz explica que apesar de nunca ter tido problemas renais, deixou de consumir líquidos como deveria e descuidou da alimentação saudável durante o isolamento social. “Após algumas semanas de quarentena eu já não estava bebendo mais do que um copo de água por dia. E minhas refeições estão sendo baseadas em comidas congeladas e industrializadas”.

Para controlar problemas renais e evitar o aparecimento deles neste período, a professora Joyce Tomaz da Fonseca, nefrologista e membro da Sociedade Brasileira de Nefrologia, explica que durante a quarentena os doentes renais crônicos devem controlar o diabetes e tomar as medidas gerais de proteção cardiovascular, além de restringir a ingestão de sal. 

A nefrologista também recomenda a todas as pessoas beber entre um litro e meio e dois litros de líquidos por dia e, antes de ir dormir, ingerir um copo de água para que de manhã a urina esteja menos concentrada. “Evite a ingestão de bebidas açucaradas, alcoólicas e refrigerantes. E reduza o consumo de alimentos ricos em cálcio, como leite e queijo, e de carnes em geral, pois o consumo de proteínas em excesso é um fator que ajuda na formação de pedras nos rins”, completa a especialista.

Autor: Arthur Ferrari.

Fonte: Metodista.