Governantes sem consciência

Como desalienar a consciência política? País difícil! Dizem alguns filósofos e cientistas que “as conquistas tecnológicas de nossa época correram muito à frente do discernimento moral e da evolução espiritual”. Infelizmente são poucas as pessoas de mentes elevadas espiritualmente e desenvolvidas, proporcional a população, para combater o maior número de pessoas amorais “que têm acesso às chaves das forças da natureza por meio da ciência”. O “grosso” da população está apoderado por “cupidez, avareza, ódio e inveja”, sendo dominado pelas vaidades e imposição do eu. Alguns segmentos têm sede de poder, conquistar fortunas e se impor sobre a sociedade. O que fazer para dar uma resposta ao grande número de pessoas pouco evoluídas? Como fazer a transição das massas a um plano superior de consciência? A unida saída é colocar pessoas de mentes esclarecidas nas importantes funções do poder político, empresarial, nas instituições e nas lideranças de maneira geral. Vêm à pergunta, estas pessoas existem? Sim, mas as personalidades esclarecidas, sensíveis, desapegadas ao mundo material e mundano são poucas. Os seres humanos com personalidades esclarecidas poderiam agir como “válvulas de escape e evitar que atos calamitosos levem à destruição da vida”, dos bens materiais e o domínio de fortunas por poucos, tornando os povos cada vez mais pobres. Necessitamos de grandes almas na política, nas religiões e na administração do poder político. Anotem os “debaixo imitam os de cima”. Aqueles que estão com os poderes em suas mãos, se não servirem de exemplos, tudo estará perdido. Os bons e maus exemplos são imitados sempre. Mudar a filosofia de vida, dos meios políticos e buscar pessoas de caráter, incorruptíveis e de talentos para governar os povos. Quem age apenas através dos seus sentidos físicos, não está deixando o seu interior e sentimentos puros se revelarem para atitudes e serviços sublimes, de desapego dos bens materiais, aguçando uma visão de elevação das massas para objetivos de desenvolvimento e de humanismo. Os políticos que chegam ao poder devem, até de um modo banal, lutar para eliminar a ignorância, a suspeita, o ódio e a malícia. Uma nova consciência política precisa surgir ou esta nação se derreterá. Necessitamos de governantes como mentes sublimes, eis a questão!

Olavo Câmara. Professor, Advogado, Mestre e Doutor em Direito e Política.