Fãs de k-pop sentem falta de loja física na região

METODISTA

Fãs de k-pop sentem falta de loja física na região

Os fãs de k-pop, que moram na região do ABC, precisam buscar diferentes alternativas para comprar produtos do gênero musical coreano. Isso acontece pelo fato de a região não contar com nenhuma loja física desse tipo. A maior procura é por camisetas, CD´S e pôsteres de grupos famosos.

“Lojas físicas voltadas exclusivamente para produtos de k-pop só existem duas em toda a região da grande São Paulo. As duas na Liberdade”, disse Ariane Rocha, sócia de uma das lojas. Os fãs precisam buscar formas de adquirir os produtos e às vezes não têm muitas saídas. “Se quero comprar peço pela internet ou tenho que ir para o centro de São Paulo”, disse Alana Moura, que mora em São Bernardo e é apaixonada pelo gênero musical.

As compras em plataformas online acabam sendo um caminho bem mais fácil para muitos fãs. Porém, Danielly Brito opta por outro método: “Existem vendas em grupos de WhatsApp e Facebook. O vendedor posta fotos e preços dos produtos, e o interessado pode entrar em contato”. Danielly acredita que uma loja física no ABC faria sucesso: “Existem muitos ‘kpoppers’. Se a pessoa tem de 13 a 14 anos, e os pais não confiam em comprar pela internet, complica bastante”.

Ariane disse que o gosto pelo k-pop, no Brasil, já é antigo, porém o crescimento é bem recente. E isso é possível notar na procura de aulas. “Só no começo de 2016 para o começo de 2017 tem aumentado a procura. Em 2015, o público era bem menor”, completou.

A criação de lojas físicas poderia incentivar a popularização do gênero. A dificuldade de encontrar CD’S, roupas e demais acessórios de k-pop tem trazido questionamentos sobre a região do ABC não possuir nenhuma loja do gênero. “Se houver uma loja no centro e tiver algum diferencial, talvez seria possível atrair até mesmo o público de São Paulo para cá”, comentou Alana.

Para os apaixonados, a tendência é o gênero ganhar muito mais fãs no Brasil. Com isso, a procura por produtos também vai aumentar. O professor de k-pop Tiago Tang diz que a busca por produtos deve continuar. “Enquanto houver k-pop, vai haver muita procura”.

Texto: Rafael Coneglian

Fonte: Metodista