Donos de cachorro têm maior expectativa de vida, de acordo com pesquisa

Ao conviver com um pet, pessoas com problemas cardíacos apresentam até 31% de risco de morte reduzido

Donos de cachorro têm maior expectativa de vida, de acordo com pesquisa

É como diz o ditado: o cachorro é o melhor amigo do homem. Em pesquisa feita pela Associação Americana do Coração no início de outubro, foi revelado que ter um cachorro diminui em 24% a chance de mortalidade de uma pessoa. De acordo com a endocrinologista Carolina Kramer, ter um cachorro reduz a chance de morte por qualquer causa. Pessoas que apresentam doenças cardiovasculares, têm o risco de morte reduzido em até 31%.

Muitos compram ou adotam cachorros com a intenção de ter uma companhia e divertimento, como a analista de atendimento Erica Aparecida de Lima, moradora de São Bernardo e dona de um pug e um vira-lata. Erica afirma que a casa sofreu uma grande mudança após a chegada do primeiro cachorro. “A família ficou mais unida, tudo ficou vivo e alegre”, conta.  Uma das filhas era bastante tímida e a companhia do cão fez com que a garota se tornasse mais aberta e interativa. “Eu recomendo que todo lar precisa ter um cachorro. É um bichinho muito amigo, companheiro, ensina responsabilidades para o adulto e a criança. Eles entendem seu estado de espírito e são companheiros para todas as horas”.

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A analista de atendimento acredita que há uma troca de energia muito boa com os pets. “Existe muito amor e carinho envolvido. Isso nos dá um motivo para seguir em frente em qualquer situação”.

Jaqueline Restivo, estudante de design gráfico, é muito apegada ao pinscher que ela adotou há oito anos. “Ganhamos mais um membro da família”. A estudante conta que ter um cão é “ter um novo amigo, alguém que mesmo sem falar, tem muito a dizer e entender”.

A veterinária Fernanda Abrantes afirma que um animalzinho de estimação tem influência direta na saúde das pessoas. “O convívio com os pets diminui a ansiedade, o que reduz os níveis de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse, um dos fatores responsáveis pelas ocorrências de AVCs e infartos.”

Fernanda também recomenda o contato de animais de estimação com crianças, pois reforça o sistema imunológico e também auxiliam em quadros de depressão. “Quando uma pessoa tem um cão ela passa a ir à parques e praças, fazendo com que haja mais interação no cotidiano.” 

*Esta reportagem foi produzida por estagiários do Curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

Autor: Giovane Rodrigues

Fonte: Metodista