Doença do beijo é comum em jovens de 15 a 25 anos

Mononucleose pode ser transmitida pela troca de saliva entre pessoas

Doença do beijo é comum em jovens de 15 a 25 anos

Fevereiro é o mês do Carnaval. Época de festas, músicas, bloquinhos de rua, e naturalmente, beijos. Beijar é uma marca registrada dos foliões país afora. O problema é que esse tipo recorrente de ato pode acarretar em problemas de saúde. A mononucleose, por exemplo, também conhecida como “Doença do beijo”, pode ser transmitida pelo contato entre salivas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia, a mononucleose é uma síndrome infecciosa causada pelo Vírus Epstein-Barr, da família Herpesviridae, e afeta principalmente pessoas com idade entre 15 e 25 anos.

De acordo com a médica infectologista Gladys Villas Boas, os sintomas apresentados por quem contrai a enfermidade são, na maior parte das vezes, febre alta de alguns dias ou até de mais de uma semana, dor de garganta, falta de ar, cansaço e tosse.

A infectologista também comenta que, apesar de ser conhecida como “Doença do beijo”, este tipo de contato não é o único modo de se contrair a infecção. “Nós também podemos ser atingidos na mucosa oral ou nasal por perdigotos, que são micro partículas de saliva no ar, lançadas por tosses ou espirros.” Outro fato relatado pela médica é que a infecção aguda, junto com o risco de passar a doença adiante, ocorre apenas uma vez, mas os sintomas podem aparecer eventualmente quando a pessoa apresenta imunidade baixa.

Leia Mais: Enchentes aumentam risco de contrair doenças infecciosas

A jornalista Tayná Silveira, 23, conta que pode ter adquirido a doença com um amigo, e que ficou um mês afastada da escola por causa dos sintomas. “Não conseguia engolir água, tinha tanta fadiga que não era capaz nem lavar o cabelo porque eu desmaiava de tanto cansaço”, completa.

Já a estudante de enfermagem Letícia Martins, 19, além de sentir os sintomas mais comuns da Mononucleose, como febre, mal estar e dor de garganta, mudou o comportamento em certas ocasiões. “Fiquei mais cautelosa na hora de beijar uma pessoa desconhecida na balada. Agora tomo mais cuidado em relação à quem eu compartilho meu copo”.

A infectologista Gladys afirma que não há um tratamento antiviral específico para o Vírus Epstein-Barr e que a medicação é feita com base nos sintomas. “São usados antitérmicos para a febre e analgésicos. No caso de um quadro muito grave, podem ser usados corticoides, que são anti-inflamatórios.” Ela completa que, se a infecção viral evoluir para uma bacteriana, o tratamento é feito à base de antibióticos.

Devido a mononucleose ser uma doença que tem a boca como um dos principais canais de transmissão, há quem a confunda com outra enfermidade, o herpes tipo 1. A infectologista ressalta que o Epstein-Barr também é um tipo de herpes vírus, ou seja, ambos não são completamente eliminados do corpo. “Tirando esse fato, eles são bem diferentes. O herpes tipo 1 é transmitido apenas pelo contato.

Autor: Miguel Rocha.

Fonte: Metodista.