Deus do meu coração e o livre arbítrio

Todos os seres humanos que acreditam em Deus têm um conceito pessoal. Deus é único, mas o que vale é o que o ser humano sente e pensa sobre o criador. Talvez um bom pensamento seja dizer: “Deus do meu coração, Deus da minha compreensão”, uma vez que os conceitos dos humanos são diferentes, de acordo com a fé, religiões e culturas dos povos. Quando se diz “este é o meu Deus”, não é possível explicar, pois se trata de sentimentos. Os rosacruzes referem-se a Deus como mente cósmica. Somente pela compreensão interior de nosso Eu psíquico e de nosso eu emocional, é que podemos sentir e compreender Deus. Por quê? Porque cada um de nós tem uma interpretação ligeiramente diferente de Deus. O Deus do meu coração, é, sem dúvida, diferente do Deus do coração do outro e do Deus do coração de cada indivíduo. O Deus que reproduz a Si Mesmo e que se torna revelado em meu Eu interior, é o único Deus que posso conceber. É ELE o Deus do meu coração e, bem assim, o Deus do Universo. Caso eu, você ou ele, tentarmos adotar o Deus da compreensão de outra pessoa, Ele se tornará, para nós, de compreensão muito mais difícil do que o Deus que vive, pulsa, se agita e tem o Seu Ser em nossa própria consciência. Não vou interpretar Deus, mas afirmar que ELE é o Criador Supremo, o Deus de todos os deuses, o Grande Arquiteto do Universo, o Divino Pai de todas as criaturas, o Criador do incriado, e o Fundador do Universo, sendo ONIPOTENTE, ONIPRESENTE, ONISCIENTE. É o único e eterno Deus. O que é o Cósmico? É uma consciência divina, ou consciência suprema, composta de leis naturais, normas e regulamentos. Não é simplesmente o criador, mas, o processo pelo qual as leis e princípios se manifestam. A consciência de Deus difundida em todo o universo como energia mental que governa e torna manifesta a sua vontade. Os maçons denominam Deus de o Grande Arquiteto do Universo, pois Deus arquitetou tudo e trabalha com os humanos para que estes o ajudem a continuar a obra da criação. Para os Egípcios: Havia o Deus RA e Aton ou Sol era o representante de Deus, pois o calor da energia solar fazia criar e gerar as coisas. Os Indus têm várias interpretações, uma dela é o que se denomina de “nirvana”. Os muçulmanos denominam Deus de Alla. Enfim, deve predominar o livre arbítrio. Os humanos são como um grãozinho de areia diante dos bilhões de galáxias e dos universos, logo, não seja orgulhoso, nem prepotente e diga para si mesmo: “Só sei que nada sei” (Sócrates).

Olavo Câmara. Advogado, Professor. Mestre e Doutor em Direito e Política