Deficientes auditivos do Rudge participaram de campeonato na Turquia em julho de 2017

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Deficientes auditivos do Rudge participam de campeonato na Turquia em julho

Praticantes de badminton representaram São Bernardo na 23ª edição das Surdolimpíadas, evento para deficientes auditivos realizado na Turquia, em julho de 2017. Dos seis atletas que participaram da modalidade, quatro deles são ex-alunos da EMEB Neusa Basseto, escola localizada no Rudge e que oferece a prática do esporte para surdos.

Segundo a diretora da EMEB, Cristiane Gori, os atletas representaram o Brasil devido a posições no ranking nacional que acumularam nos últimos três anos. Para conseguirem maior êxito treinaram junto aos jogadores de alto rendimento do SBB (São Bernardo Badminton). “Nessa modalidade os praticantes especiais de badminton da cidade não conseguiram premiação, mas vivenciaram diversas experiências”, afirmou a diretora.

O número de deficientes auditivos que optam pela prática do esporte cresceu muito nos últimos anos por conta da maior divulgação do badminton nas escolas e clubes do município. Antes, esse incentivo só ocorria em relação a outros esportes, e passou a melhorar com a participação de brasileiros na modalidade nas Olimpíadas de 2016.

O treinador Daniel Madureira conta que após a inserção da inclusão social no badminton, a demanda e o investimento no esporte cresceram, mas ainda há dificuldades de recursos financeiros. Os atletas seguem procurando apoio e patrocínio de empresas.

A EMEB Neusa Basseto, que em 2017 completa 60 anos, é uma escola exclusiva para deficientes auditivos e “uma referência em educação bilíngue para surdos no cenário nacional”, disse Cristiane.

Este ano, a direção da escola pretende ampliar a prática do badminton também para cadeirantes, o que entraria na modalidade parabadminton e traria mais alunos para a escola no Rudge.

Conheça as regras

O parabadminton é a adaptação do badminton para deficientes físicos ou mentais, com a finalidade de desenvolver a inclusão social e a realização pessoal de cada atleta.

As regras da modalidade são as mesmas do badminton convencional, elaboradas pela BWF (Federação Mundial de Badminton). A diferença é apenas com algumas mudanças feitas de acordo com cada deficiência e uma divisão de classes baseada nas necessidades especiais de cada atleta. As duas classes esportivas do parabadminton são Wheelchair, para cadeirantes, e Standing para pessoas que andam.

De acordo com o treinador do São Bernardo Badminton, Daniel Madureira, as deficiências elegíveis para o parabadminton são lesão medular, poliomielite e paralisia cerebral. Compreende também a distrofia muscular, amputações, esclerose múltipla, acidente vascular cerebral, más formações, lesões de plexo braquial, síndromes, nanismo, entre outras.

Texto: Roberta Orsi

Fonte: Metodista