Cresce o número de mortes no trânsito de São Bernardo

METODISTA

Cresce o número de mortes no trânsito de São Bernardo

As mortes no trânsito aumentaram em São Bernardo em 2017. No primeiro semestre deste ano, 51 pessoas morreram. No mesmo período de 2016, foram 31 mortes, ou seja, uma alta de 65% na comparação. Carros e motos foram os veículos que mais se envolveram em ocorrências fatais, com 23 e 48 casos, respectivamente.

São Bernardo não é a única cidade do ABC a registrar o aumento. Nos sete municípios da região, a quantidade de mortes no trânsito, neste ano, foi de 130. Em 2016, foram 118. As informações são do Infosiga, banco de dados do Estado de São Paulo sobre segurança no trânsito.

Na opinião do engenheiro de tráfego Rogério Russo, as cidades deveriam investir em três vertentes da mobilidade urbana para resolver o problema: infraestrutura, fiscalização e prevenção.

Infraestrutura

As condições do tráfego interferem na direção e, consequentemente, nos acidentes e quantidade de mortes no trânsito. As placas, por exemplo, são colocadas em locais que não facilitam a tomada de decisão do motorista. “Você tem que pensar muito rápido para entrar em uma rua. Se você para o carro com esse trânsito, o pessoal já buzina”, disse o engenheiro. Neste caso, recorrer a aplicativos como Waze ou Google Maps, ou estudar o trajeto antes de sair de casa, pode ajudar.

Fiscalização

Russo defende blitz, batidas policiais de improviso para flagrar supostas infrações. Para o engenheiro, esse tipo de ação pode coibir aqueles que andam de forma agressiva no trânsito, ou bebem ao dirigir. “Essas pessoas vão pensar duas vezes, pois sabem que, a qualquer momento, podem ser abordadas.”

Hoje, disse o especialista, as pessoas que cometem crimes não têm receio de serem punidas. “Não há dolo no trânsito, o que existe é a lesão corporal e homicídio culposo (atos não intencionais), que têm a pena menor.”

Prevenção

Enquanto as condições de vias públicas permanecem da forma apontada por Russo, os motoristas podem tomar alguma atitudes a fim de evitar acidentes. Ele citou a prática da direção defensiva e preventiva, que consiste na condução do veículo de forma a prever possíveis adversidades e tomar decisões que possam evitar colisões ou atropelamentos.

Além disso, Russo alertou que os pedestres são prioridade. “Mas isso não acontece mesmo quando há semáforos nas faixas”, afirmou.
Nos últimos seis meses, 47 pedestres morreram vítimas de acidentes de trânsito, segundo o Infosiga. Em 2016, no mesmo período, o número foi de 45.

Texto: Érika Motoda e Thalita Ribeiro

Fonte: Metodista