Coordenadoria de apoio à Pessoa com Deficiência auxilia mais de 385 estudantes na UnB

“As pessoas têm um pensamento equivocado de que acessibilidade vai ser bom só para quem tem deficiência, mas é pra todos”, diz Thais Imperatori, coordenadora do programa.

Deficiências podem ser físicas, visuais, auditivas, intelectuais e múltiplas. A universidade de Brasília foi fundada em 1962, mas apenas nos anos 80 os estudantes com deficiência se tornaram tema de conversa, e apenas em 2017 passaram a existir cotas para estudantes de escolas públicas.

Foi criado em 1999 o Programa de apoio às Pessoas com Necessidades Especiais, o PPNE. Hoje chamado Coordenadoria de apoio à Pessoa com Deficiência, mas ainda com a mesma sigla, o projeto tem como principal objetivo mais que o ingresso na instituição, a permanência e a diplomação dos estudantes que tem necessidades educacionais específicas.

Contando com diversas ações, como adaptação do material acadêmico para braile, transporte no campus e programa de tutoria especial, tudo tem a intenção de criar um ambiente acolhedor que forneça ao estudante oportunidades iguais. Coordenadora do projeto, Thais Imperatori defende que esse ambiente acolhedor é o que, muitas vezes, permite com que o estudante permaneça. Ambiente que conta com o professor e com os colegas de curso para serem compreensíveis e respeitosos.

Para ser acompanhado pelo PPNE, os estudantes fazem uma entrevista de acolhimento, para conhecer sua trajetória na universidade, sua deficiência e quais as necessidades especiais sua educação demanda. Atualmente, 385 estudantes foram acolhidos pelo programa, de todas as deficiências, onde se encaixa o autismo, e também das necessidades especiais específicas, como deficit de atenção, hiperatividade e superdotação. Só esse ano, foram 70.

A coordenadora conta ainda que grande parte das demandas que chegam são de arquitetura e urbanismo, já que os prédios da universidade foram projetados sem levar em considerações pessoas com deficiência, não imaginando as dificuldades de locomoção e distância. Todos os anos, entretanto, a UnB elabora um plano de obras com acessibilidade sendo um dos critérios. As demandas podem ser encaminhadas por qualquer estudante e passam por avaliação técnica de engenheiro ou arquiteto em pareceria com a secretaria de infraestrutura, a prefeitura do campus e a secretaria de gestão patrimonial, que cuidam da manutenção de elevadores e rampas, por exemplo.

Para conhecer melhor o PPNE e ver todas as ações disponíveis, acesse o site deles em acessibilidade.unb.br.

Autor: João Pedro Lima

Fonte: UnB