Consumidores são favoráveis aos sistemas de autoatendimento em supermercados, aponta pesquisa

O estudo foi realizado com 2.000 internautas entrevistados, de todas as classes sociais e regiões do país.

Consumidores são favoráveis aos sistemas de autoatendimento em supermercados, aponta pesquisa

Uma pesquisa realizada em março desse ano pelo IBOPE Conecta afirmou que 87% dos brasileiros acredita que é mais prático realizar compras em supermercados por sistema de autoatendimento, com cobrança online e sem operador para auxiliar.

Essa prática já é realidade na vida da técnica em enfermagem, Sueli Ferreira, 42, que sempre opta pelo caixa de autoatendimento do supermercado COOP na Unidade Barão de Mauá. Sueli afirma que após o caixa ser inaugurado, em 2016, o sistema de self-checkouts sempre é o escolhido para cobrar as compras. “No começo, eu só tive problema na hora de pesar as frutas, fiquei um pouco confusa. Mas agora não tem como negar que é mais fácil”, afirma.

A dona de casa Vicentina Casaroti, 59, também afirma utilizar o autocaixa com frequência. “É realmente a questão da praticidade e rapidez que faz diferença.” Atualmente, a tecnologia está presente nas lojas do COOP em São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Mauá, Piracicaba e São José dos Campos. Na região do Grande ABC, o COOP é o primeiro supermercado a implementar esse sistema. O hipermercado Carrefour em Santo André, também possui o sistema de  self-checkouts nos postos de gasolina da marca.

O sistema pode gerar desconforto para os operadores de caixas, mas o Profº do curso de Gestão de Recursos Humanos da Universidade Metodista de São Paulo, Nilson Tadashi, afirma que profissões repetitivas, que requerem pouca intervenção, já são realizadas por meio da automatização, como as existentes em muitos processos produtivos nas indústrias.

Já as profissões que exigem conhecimento específico, também podem ser suplantadas pelo aprendizado da inteligência artificial. “Nesta perspectiva, quanto à substituição do trabalho humano pelo automatizado, pode-se salientar um maior grau de dificuldade na substituição de profissionais com facilidades de se relacionar”, afirma Tadashi.

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*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

Autor: FLÁVIA FERNANDES

Fonte: Rudge Ramos Online/Metodista