Consumidores priorizam a compra de medicamentos genéricos

METODISTA
Pela primeira vez os genéricos são os remédios mais receitados por médicos brasileiros
Consumidores priorizam a compra de medicamentos genéricos

45% das pessoas priorizam a compra genéricos ao invés de medicamentos de marca – Foto: Maria Paula Vieira/RRO

Pesquisa realizada pelo Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Continuada (IFEPEC) em parceria com a UNICAMP e com o Instituto Axxus revelam que 45% dos consumidores priorizam a compra de medicamentos genéricos. Um fato que ajuda nesse crescimento pode ser explicado através de dados liberados pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos que diz “pela primeira vez os genéricos são os remédios mais receitados por médicos brasileiros”.

A estudante de psicologia Beatriz Freitas, prefere os genéricos por conta do preço. “Eu nunca tive problemas com genéricos. Todos os anti-inflamatórios, anticoncepcionais e antibióticos aqui em casa são genéricos. São mais baratos”. Além disso, Beatriz conta que o próprio médico indica o genérico. “O próprio médico já diz que pode ser o medicamento genérico mesmo ou eu mesma pergunto e ele fala que pode ser. É bem difícil ele dizer que tem que ser o medicamento de uma marca específica”.

A dona de casa, Glauce Lopes Marques, apesar de preferir os genéricos, não compra em qualquer lugar. “Eu nunca tive problemas em usar esse tipo de medicamento, mas eu procuro sempre comprar em laboratórios conhecidos”, explica. Para Glauce, é válido porque funciona em seu organismo. “Eu já tomei anti-inflamatório e remédios para gastrite e febre. Eu consultei o médico e ele disse que não havia problema desde que tivesse o resultado esperado”.

Mas nem todos fazem parte desse time. Para a assistente financeira Adriana Dias, compra apenas medicamentos de marca. “Na época foi uma dor de garganta, o anti-inflamatório (genérico) acabou e eu ainda estava com dor. Voltei ao médico e ele mandou eu comprar outro remédio, dessa vez, original. Melhorei rápido”. Adriana afirma que “quando vou ao médico, o mesmo sempre passa o remédio que não é genérico. Talvez se ele falasse que é tudo igual, eu mudaria minha mente”.

A Coordenadora da Orientação Farmacêutica do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, Daniela Caroline Veríssimo, afirma que não há nada diferente entre um medicamento de marca e um genérico. “O medicamentos genérico contém os mesmos princípios ativos, na mesma dose e forma farmacêutica, é administrado pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência, ou seja possui eficácia e segurança equivalentes a do medicamento de referência”. Além disso Daniela, explica que não há porque se preocupar quando o médico receita o genérico. “A utilização do medicamento em substituição a outro é assegurada por diversos testes de equivalência terapêutica apresentados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A substituição do medicamento prescrito pelo genérico correspondente somente pode ser realizada pelo farmacêutico responsável pela farmácia ou drogaria e deverá ser registrada na prescrição médica”.

*Esta reportagem foi produzida por estagiários do Curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

Autora: Giulia Marini

Fonte: Rudge Ramos Online/Metodista