Comida árabe pode ser preparada em casa

Além de agradar o paladar a prática também ajuda na hora de economizar

Comida árabe pode ser preparada em casa

O famoso kibe, arroz com lentilha, charuto de folha de uva e até mesmo a famosa coalhada com pão sírio, encontrados em restaurantes árabes, podem ser uma boa opção de receita para ser feita em casa.

Uma das adeptas de cozinhar em casa delícias orientais é Neusa Falema, 69, de São Bernardo. Brasileira, ela aprendeu a cozinhar com ajuda de seus pais, de origem polonesa. Mas isso não a impediu de ter a paixão pela cozinha árabe.

O segredo culinário de Neusa é o uso de temperos e ingredientes que só são encontrados em alguns restaurantes árabes, ou até mesmo em setores específicos dentro dos supermercados da região.

Neusa costuma comprá-los no Mercado Municipal do Rudge. Ela garante que os alimentos, quando produzidos em casa, com a família reunida para provar, não é só mais saboroso para o paladar, mas também para o bolso.

Segundo a aposentada, a divulgação a ajudou a gostar da comida árabe, mesmo que o preço seja um pouco caro. Quando ela vai ao restaurante típico, costuma comer arroz com lentilha e coalhada com pão sírio, que em média custa quase R$ 150. “Para fazer esses pratos em casa, acho que gastaria no total uns R$ 50.”

Com a tendência de que as pessoas cozinhem cada vez mais, os restaurantes árabes têm oferecido alguns ingredientes e temperos que são autênticos da gastronomia, difícil de serem encontrados em supermercados comuns da região.

O tarrine é um exemplo. A pasta de gergelim que é consumida acompanhada de pão sírio chega a custar entre R$ 18 e R$ 20 por 250g. Os temperos também não ficam de fora, como a pimenta síria. Em média, custa R$ 10. Sem contar as matérias primas. Uma delas é a folha de uva usada para fazer o charuto recheado. Custo: a partir de R$ 15.

Um dos fornecedores desses ingredientes no ABC é o restaurante Maktub, em São Bernardo, há quatro meses em atividade. O chefe de cozinha é Tiago Abdulmacih, 35. Segundo o chefe, os ingredientes são mais para cativar a clientela. Pasta de tarrine, folha de uva e pimenta síria são os itens mais procurados para serem levados para casa.

Na mercearia Empório Ribeiro, que fica no Mercado Municipal do Rudge, antes era apenas vendido produtos para comida brasileira. Mas com os pedidos dos ingredientes árabes aumentando, o dono Jair Ribeiro, 51, procurou investir.

“Eu tenho que repor toda semana os ingredientes como zaatar e pimenta síria, e não era meu forte vender isso mas tenho público que agregam minha atividade”.

Autor: Maik Uchôa

Fonte: Metodista