Bocha e chorinho atraem terceira idade

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O estilo musical, chamado de choro, de meados do século 19, que envolve instrumentos como o violão de sete cordas, cavaquinho, pandeiro e flauta, ainda conquista os corações do público da terceira idade em São Bernardo.

É o caso do Clube do Choro, que se reúne às quintas-feiras, às 19h30, na praça Nossa Senhora de Fátima, na Vila Dayse, em São Bernardo.
O grupo possui os mais experientes, que tocam as músicas durante à noite, e os que vão somente escutar as canções e conversar com os amigos.

Marcus Murillo, 56, foi o idealizador do clube em 2004. Segundo ele, muitas das pessoas da terceira idade comparecem aos encontros semanais para relembrar os velhos tempos.” Fez parte da cultura deles, eles viveram isso, então é um resgate das memórias”, afirmou.

Segundo ele, o grupo começou como uma forma de escola dos instrumentos necessários para tocar o Choro. De acordo com Murillo, o clube recebia ajuda financeira por parte da Secretaria Estadual da Cultura, mas atualmente não há mais ajuda. Mesmo assim, Murillo ainda acredita que futuramente o clube possa retornar a receber subsídios por parte do estado.

Toni Boran, 64, frequenta os encontros do choro há cinco anos. De acordo com o músico, as pessoas que frequentam o local e a música de qualidade são os principais motivos para presenciar os encontros constantemente. Segundo Boran, muitas das pessoas vão para atividade com o objetivo de resgatar períodos vividos na infância e adolescência. “Tem essa parte do resgate dos velhos tempos também”, afirmou.

Bocha

Outra atividade que atrai pessoas da terceira idade é a bocha. A modalidade, criada na época do Império Romano, é praticada todos os dias, a partir das 13h, no Clube Peruche, criado em 1987.O local fica na Vila Curuçá, Santo André. Os frequentadores são aposentados.

Antônio Magalhães, 56, um dos organizadores do clube, afirma que o espaço recebe em média 20 pessoas diariamente para disputar partidas de bocha. “Em dia de campeonato o local fica lotado”.

Magalhães também explica a importância do esporte para os moradores idosos do bairro, muitas vezes, sendo a única atividade de entretenimento dos frequentadores. “É uma distração para todos os aposentados. Não temos para onde ir, então sempre estamos sempre aqui.”, disse.

O Clube Peruche possui mesas para jogar dominó e baralho. O local também tem um campo de malha, mas não está apto para jogos.

 

 

AUTOR: Alexandre Leoratti
FONTE: Metodista