Bares também inovam para atrair clientes

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Uma coisa é certa. Mesmo com a crise, as pessoas não deixam de sair para se divertir. Roberto Moreira, presidente do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem Alimentação do Grande ABC), aponta um crescimento de bares na região nos últimos cinco anos. “Apesar de uma retração óbvia do mercado no final de 2016, as pessoas estão gastando menos, mas não deixam de sair”.

Também foi essa a conclusão a que chegou Sérgio Mira, 49, um dos sócios do 52’s Rock Bar, inaugurado em dezembro de 2016 no Rudge Ramos. Como o próprio nome indica, e Mira reforça, “a proposta da decoração é uma mistura entre o estilo Industrial e o Rock’n’Roll. Não queríamos nada muito sofisticado”.

A ideia de abrir o bar surgiu quando ele e seu sócio, Maurício Bitolo, 48, perceberam a falta de um lugar que agradasse aos dois sem precisar sair de São Bernardo. Foi então que acharam um espaço para alugar e “na raça” decidiram abrir o 52, “conhecemos muita gente por aqui e, por isso, acreditamos no nosso potencial”, contou Mira.

Quanto ao serviço, o objetivo é oferecer ao cliente “um atendimento legal e uma cerveja bem gelada”, que ele considera a joia da coroa da casa. No local, há cerca de 35 rótulos nacionais de produção artesanal. As bebidas, que vêm de estados como Paraná e Santa Catarina, têm toques de chocolate e avelã, por exemplo. “Elas são o nosso diferencial”, explicou Mira, que também é representante comercial de cervejas quando não está no bar.

Com dois meses de casa aberta, Sérgio avalia positivamente o investimento feito e se mostra positivo para o futuro, “o boca-a-boca é e sempre será a melhor estratégia de marketing”.

Segundo Roberto Moreira, “o diferente aliado à qualidade fideliza”. Com a mesma diretriz em mente, Rusty Coulson, um canadense viajado de 45 anos e professor de inglês “aposentado”, decidiu abrir o Little Igloo Bar, em Santo André, onde só se fala a língua materna do dono.

Em um de vários happy-hours com seus alunos, a maioria executivos, Coulson percebeu que poderia unir o útil ao agradável. Por já ter tido seu próprio bar no Japão, ele não hesitou e decidiu arriscar também no Brasil. “Comecei a trazer meus alunos para cá e, desde então, só crescemos. Tenho clientes que vêm de São Paulo só por que gostam do ambiente se sentem em outro país”, falou Coulson.

 

 

 AUTOR: Flávia de Oliveira
FONTE: Metodista