Avenida Piraporinha sofre com a falta de segurança

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A Avenida Piraporinha, uma das principais vias de ligação entre São Paulo e a região do ABC, sofre com problemas de segurança e a falta de um planejamento de tráfego que diminua os congestionamentos da região. Devido ao tráfego pesado, a via é a campeã de assaltos em Diadema. As abordagens acontecem principalmente nas paradas nos semáforos.

Em horário de pico, a velocidade média da Avenida Piraporinha no trajeto do Corredor ABD até a Via Anchieta é de 3,8 Km/h. Aproximadamente uma hora e dez minutos são necessários para percorrer, em direção a São Bernardo, os 4,5 quilômetros do trajeto, que cruza com vias importantes como Ulysses Guimarães, Casa Grande, Robert Kennedy e Álvaro Guimarães.

Em 2012, a prefeitura de São Bernardo iniciou estudos para reduzir os congestionamentos na região e buscou a parceria da prefeitura de Diadema. A ideia era viabilizar a construção de um elevado, com cerca de três quilômetros, que sairia da Avenida Piraporinha, na altura do Hospital Municipal seguindo até a altura da Avenida Robert Kennedy. Lá, faria a ligação com a marginal do Ribeirão dos Couros, no perímetro de São Bernardo. O projeto, no entanto, não saiu do papel.

“A Piraporinha tem problemas com trânsito e com a falta de segurança há anos e não tem horário. De dia ou de noite essa avenida é um caos”, disse o comerciante Pedro Dias, 38 anos. Ele é dono de um bar na avenida e mora no bairro desde os 12 anos. Dias reclamou que diversos prefeitos prometeram solucionar o problema, mas até agora nada foi feito. “É sempre a mesma história, eles prometem em época de eleição e depois não entregam nada”.

A reportagem tentou contato com a prefeitura de Diadema mas não obteve resposta.

Texto: Alexia Borges, Fernanda Rosa e Isabella Maltez

Fonte: Metodista