‘Associação Recomeçar é possível’ ajuda mulheres em tratamento de câncer de mama

Projeto realizado por alunos do terceiro semestre de jornalismo ajudou a trazer a ONG à tona
‘Associação Recomeçar é possível’ ajuda mulheres em tratamento de câncer de mama
Sessão de fotos para o calendário anual da associação, realizada no dia 12 de novembro de 2018 – Foto: Victor Augusto/RRO

‘Dar apoio, orientação e amenizar as dificuldades do tratamento, aceitação da doença, reabilitação psíquica, física, elevação e manutenção da qualidade de vida do ser humano com câncer de mama.’ Essa é a missão do grupo conhecido como ‘Associação Recomeçar é possível’, um grupo de voluntárias, unidas com o objetivo de apoiar mulheres em tratamento de câncer de mama. Muitas das voluntárias já enfrentaram esse diagnóstico e juntas criaram força para vencer o medo e a depressão.

A associação já existe há sete anos e no começo era formada por apenas cinco pessoas. Hoje em dia o número de voluntários já passa dos 60. Uma das fundadoras e atual presidente da associação é Marina de Oliveira Medeiros, 68, que fundou o movimento junto com Fátima Ribeiro, 63, a ex-presidente. Marina se sente feliz e motivada ao lembrar da causa da associação. “Eu fui ajudada quando tive câncer. Hoje com a associação eu ajudo as pessoas”, completa.

O crescimento da associação fez com que fossem necessárias páginas no Facebook e Instagram para divulgação. A responsável pelas páginas é Eliana Monteiro Marques, 59, que afirma cuidar das redes sociais da associação é muito prazeroso, “principalmente nas questões de compartilhamento e comentários positivos”. Eliana está na associação desde 2015, o ano em que recebeu o diagnóstico de câncer de mama. “O que me motivou a participar e continuar nas reuniões foi que lá eu encontrei mulheres com os mesmos problemas, angústias e dúvidas que eu tinha”, complementa.

No último dia 12, alunos do quarto semestre de jornalismo realizaram uma sessão de fotos dentro da Metodista com representantes, maquiadoras e voluntárias da associação, dando continuidade ao trabalho iniciado no terceiro semestre, no módulo jornalismo comunitário. Uma das integrantes do grupo é Sophia Villanueva, 20, que a princípio estava com medo de como seria realizado o projeto, por ser um assunto delicado, mas logo percebeu o clima positivo da associação. “Foi muito diferente do que eu pensei, já que elas têm um super alto astral, são muito companheiras e de bem com a vida. Foi bem divertido conviver com elas todos os dias, e esses momentos me fizeram ver como o jovem problematiza tudo”, finaliza.

Sophia afirma que o grupo se sente muito mais livre para se dedicar à ONG sem a ‘obrigação acadêmica’. “Hoje em dia temos a liberdade de brincar com elas, de fazer coisas diferentes, como o projeto do calendário [sessão de fotos]. É maravilhosa a sensação de poder continuar e ver que quando a gente chega na associação, todas querem contar as novidades”, completa.

Para o coordenador do curso de jornalismo, Eduardo Grossi, a importância de se voluntariar e dar continuidade ao trabalho permite que o aluno tenha um contato mais íntimo com questões sociais importantes, ajudando a entender a realidade das classes mais necessitadas. “Esse projeto de extensão universitária contribui diretamente para o amadurecimento do aluno, em relação ao crescimento profissional”, conclui.

*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

Autor: Victor Augusto

Fonte: Rudge Ramos Online/Metodista