Ansiedade canina: saiba como o distúrbio afeta a saúde dos pets

Atitudes como deixar o animal muito tempo sozinho e não levar para passear diariamente são causas comuns do problema

Ansiedade canina: saiba como o distúrbio afeta a saúde dos pets

Latido excessivo, falta de apetite e necessidade de marcar território em diversos lugares da casa e até no dono são sintomas da ansiedade canina, que se não identificada logo no início pode ser muito prejudicial para a saúde do cão.

Segundo dados do IBGE, cerca de 54 milhões de cachorros fazem parte de alguma família por todo o território brasileiro, e cada vez mais eles acabam sendo humanizados pelas pessoas. No entanto, o hábito de tratar o animal como se fosse um “filho” pode gerar certa dependência emocional entre o cão e o dono, acarretando problemas como ansiedade e até depressão.

De acordo com a veterinária comportamental Carolina Beselga, muitas pessoas confundem tratar bem o cão com mimá-lo demais. “Humanizar o cão é trata-lo como um bibelô, levar para passear em carrinho de bebê e não permitir o contato com outros cães, algo comum em sua natureza”. Atitudes como essa na opinião de Carolina não satisfazem necessidades básicas do cão como socialização com outros animais e prática de atividades.

As causas da ansiedade canina são muitas, sendo mais conhecida a ansiedade por separação do dono e por falta de atividades. “Os cães podem ficar somente seis horas por dia sozinhos. Eles dependem em boa parte do tempo de um tutor que além de lhe dar atenção, estabeleça uma rotina de passeio, alimentação, entre outras coisas” diz a veterinária.

Para minimizar o problema, atitudes como passear com o cachorro em locais públicos pelo menos uma vez ao dia, deixar brinquedos espalhados pela casa ao sair e não ser punitivo quando o animal apresentar comportamento ansioso são necessárias. Caso não haja melhora, o tutor deverá procurar ajuda de um especialista em comportamento canino.

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Hotel para cães: opção para não deixar o animal sozinho

Durante o período de alta temporada, muitas pessoas acabam fazendo planos de viajar, no entanto aqueles que possuem cachorro muitas vezes não sabem se levam junto ou o deixam em algum lugar.

Segundo Carolina, tudo depende do temperamento do animal desde filhote. “Caso ele goste de interagir tanto com outras pessoas quanto com outros cães, eu aconselho a deixa-lo em um hotel pet com estrutura adequada e profissionais qualificados”.

A moradora de São Bernardo Ana Paula Nunes costuma deixar sua cadela Branca de cinco anos em um hotel pet enquanto viaja. “Nem sempre onde me hospedo aceita animais. Deixando a Branca em um hotelzinho é uma forma de garantir a socialização dela com outros cães ao mesmo tempo que não tiro minha liberdade de ir viajar. Lá sei que ela está segura e sendo bem cuidada”, conta.

Quem também hospeda as cadelas em um local próprio é a aposentada Telma Preto. Apesar de preferir viajar para lugares onde aceitam animais, a moradora do Rudge Ramos conta que quando não há opção, leva as três cachorras, Neve, Cristal e Nina para ficarem em um hotel pet de confiança. “O legal é que elas não ficam sozinhas e não saem muito da rotina. Isso diminui muito o estresse que elas passariam durante uma viagem”. Telma ainda brinca dizendo que é como deixar um filho na casa da tia.

Para quem assim como Ana Paula e Telma tem interesse em deixar o cachorro em um hotel pet enquanto viaja, confira algumas opções de hospedagem em São Bernardo:

Autora: Caroline Ripani

Fonte: Metodista.