Alternativas para poupar na crise

METODISTA

Alternativas para poupar na crise

A crise econômica que afeta o Brasil desde 2014 é assunto diariamente na imprensa. Cortes, desemprego, alta dos preços, tudo acaba influindo no orçamento doméstico. O jeito é mudar hábitos para se adaptar às dificuldades financeiras e enfrentar o colapso econômico do país.

Comprar peças de roupas em brechós em vez de shoppings, optar pela comida caseira ao invés de comer em restaurante, praticar exercícios físicos junto à natureza, no lugar de pagar academias e até mesmo trocar elegantes livrarias pelos incontáveis sebos são algumas alternativas.

“A gente procura sempre economizar, né? Para ver se consegue fechar a conta no fim do mês”, diz a diarista Rosa Mendes, de Santo André, sobre suas maneiras para enfrentar a crise. Passar mais tempo em brechós do que em shoppings é uma delas. “Em shopping mesmo faz muito tempo que não vou, uns três meses, está difícil”.

A aposentada Cleide Soares, também moradora de Santo André, diz muito enfaticamente que ir em brechós ajuda a economizar. “Compro sempre coisas para bebês”, afirma, explicando que os preços dos shoppings estão muito altos e que não vale a pena pagar caro por roupas infantis. “Depois de um tempo, eles não usam mais”.

A cabeleireira Silva Feitosa, de Santo André diz que também consegue economizar em brechós, pois encontra roupas de marcas não muito usadas que saem mais em conta para o bolso.

A prática de exercícios físicos ao ar livre também é uma ideia para economizar. As cidades do ABC já oferecem academias gratuitas em locais públicos com equipamentos que trabalham a parte muscular e cardiovascular, como bicicleta e instrumentos para remada e abdominal.

O estudante de Engenharia Leonardo Silva, 26, de São Caetano, largou a academia e passou a praticar exercícios físicos nesses espaços. “Economizo muito desse jeito”, diz, uma vez que acaba utilizando o dinheiro para outras coisas, como “muita comida”, brinca Silva.

Essa mudança trouxe benefícios para a corretora de imóveis, Julia Santana, 37, também de São Caetano. Ela passou a fazer suas corridas matinais em parques. “Além de ajudar no bolso, já que pagamos mensalidades em academias, correr em parques me aproximou da natureza”, diz, acrescentando que correr ao ar livre não só faz bem para o corpo. “É um exercício para a alma também”.

A servidora pública Mariana Souza da Costa, 34, também mudou os hábitos e, mesmo tendo vale refeição e podendo usufruir do restaurante do local de trabalho todos os dias, leva comida de casa.

Mariana decidiu trocar o prato feito por marmita no começo deste ano. “É muito mais prático e barato. Não preciso ficar em filas e posso comer na minha sala, adiantando trabalho que, em outro caso, teria que fazer após meu horário de almoço.”

Para quem gosta de ler, trocar livrarias tradionais por sebos também é uma opção. A estudante universitária Debora Monteiro, 19, prefere os livros usados aos novos. “O principal motivo é o preço, é bem mais barato. Também costumo trocar livros que não gostei por algum outro. Geralmente, faço essa troca a cada seis meses, que é quando eles se acumulam”, diz.

Texto: Karol Souza e Natália Rossi

Fonte: Metodista