Aliar ginástica aos estudos requer disciplina e comprometimento

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Conciliar várias tarefas durante a rotina nem sempre é fácil. Quem pratica atividade física, por exemplo, precisa se dedicar várias horas por semana, e, às vezes, até por dia. Além disso, precisa aliar os treinos aos estudos.

Duas das modalidades que exigem treino intenso, principalmente para quem deseja competir, são as ginásticas artística e rítmica.

A ex-ginasta Giovana de Natali Monteiro, 19, se dedicava a um treino rigoroso na ginástica rítmica para competição. Giovana já disputou campeonatos como estadual e brasileiro. “Treinava seis vezes por semana. Eram quatro horas por dia, de segunda a sexta-feira. Aos sábados, chegava a até sete horas de treinamento.”

Giovana conta que no último ano do colégio reduziu a carga dos treinos pela metade para se dedicar ao vestibular. “Hoje curso engenharia química e pratico a ginástica apenas por hobbie. Era muito difícil conciliar os estudos com treino. A ginástica exigia muito.”

Há quem diga que, apesar de difícil, vale a pena conciliar estudos e a prática do esporte. É o caso da ginasta Caroline Lima Dioriol, 18, que já foi campeã estadual e sul-americana e hoje cursa faculdade de direito, além de ainda treinar semanalmente. A atleta treinava no Serc – São Caetano e hoje treina pelo Colégio Ábaco. “Amo o que faço e aprendi a lidar com as obrigações e responsabilidades. Acredito que este ano chego de novo à seleção por meio da ginástica rítmica.”

Força e trabalho

O amor pela ginástica pode se transformar em profissão. Roberta Zago Silva, 28, carrega a paixão de infância na rotina. Aos 5, começou a treinar balé clássico. Aos 7, ginástica rítmica. Depois de 19 anos sendo atleta, Roberta se tornou técnica em ginástica rítmica, no Colégio Ábaco.

Para ela, não foi fácil conciliar a escola com o esporte. A mãe e a professora apoiavam, mas “as matérias iam aumentando e as provas se tornando mais difíceis.” Roberta se formou em educação física. Hoje, afirma que a ginástica é o grande amor da sua profissão. “A ginástica foi uma das melhores coisas que já fiz.”

A técnica também conta que em suas aulas é rigorosa com as atletas, assim como a sua treinadora foi com ela na época. “Foi dessa forma que aprendi e deu certo.”

Juliana Alves Fernandes, 24, foi atleta de ginástica artística até os 11 anos e também se tornou professora da modalidade. Segundo ela, é na pré-adolescência que o atleta começa a questionar quais são seus objetivos para a vida e as dúvidas surgem. “Optei por deixar o treinamento e entrei em uma escola período integral. Comecei a praticar apenas como um hobbie na escola e me tornei professora de ginástica lá. “

Hoje, Juliana é coordenadora de marketing, mas, afirma que a ginástica faz parte dela. Como começou a praticar cedo, com 5 anos, o treino foi fundamental no desenvolvimento dela. “O que me tornei hoje devo à rotina dos treinos. Tive um amadurecimento muito rápido e vejo isso como algo positivo.”

Corpo e mente

Muitos buscam o esporte para melhorar a qualidade de vida. Entretanto, é importante ter disciplina com a rotina. A psicóloga Rosângela Santos, 46, afirma que a organização é o fator fundamental para não haver sobrecarga nas atividades. “Tem que ter comprometimento e bastante disciplina para não haver stress e até patologias mais graves.”

Para a psicóloga, antes de optar por uma graduação ou pelo esporte, é importante conversar com pessoas de confiança que possam passar bons conselhos a ajudar na decisão da melhor escolha.

 

 AUTOR: Amanda Leonelli Florindo
FONTE: Metodista