ACNUR e CIEE lançam cartilha sobre contratação de jovens refugiados em programas de aprendizagem

Com o propósito de fortalecer a autonomia e capacitação de jovens refugiados vivendo no Brasil, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) lançaram no dia 26 de julho, uma cartilha sobre contratação de jovens refugiados pela modalidade Jovem Aprendiz.

Com transmissão feita nos canais do CIEE, a live contou também com a participação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Secretaria da Inspeção do Trabalho do Ministério da Economia e já trouxe resultados positivos sobre a inclusão de jovens refugiados no mercado de trabalho brasileiro por meio do programa de aprendizagem.

Conforme destacou o Representante do ACNUR no Brasil, Jose Egas, é perfeitamente legal contratar pessoas refugiadas seguindo as normas trabalhistas brasileiras. “Essas pessoas saíram de seus países por suas vidas estarem em risco. O Brasil já reconheceu mais de 57 mil pessoas como refugiadas, sendo que a maioria é formada por jovens da Venezuela, Síria e República Democrática do Congo. Sejam eles solicitantes da condição de refugiado quanto refugiados já reconhecidos, todas e todos têm acesso a carteira de trabalho e CPF e podem trabalhar sem restrições.”

“Esse projeto faz todo o sentido com a missão institucional do CIEE. O objetivo deste material é aproximar as empresas dessa realidade de contratação de adolescentes jovens refugiados, tanto por meio da aprendizagem quanto pelo estágio”, afirmou a Superintendente Nacional de Operações do CIEE, Monica de Castro, enquanto apresentava a cartilha para os participantes.

A cartilha tem informações e orientações para empresas que desejam ampliar seu quadro de diversidade por meio da inclusão de pessoas de outras culturas, que trazem bagagens e conhecimentos que agregam no desenvolvimento de empresas do setor privado.

Em um contexto global de deslocamento forçado em que quase metade das pessoas forçadas a fugir de suas casas são crianças e jovens menores de 18 anos, programas que visam integração por meio da aprendizagem trazem esperança e autonomia para essas pessoas que, apesar de todos os desafios, demonstram enorme resiliência e capacidades distintas para contribuírem com país onde buscaram segurança.

FONTE: ACNUR.