ABC é destaque em comércio eletrônico

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O e-commerce, como é chamado o comércio eletrônico, vem crescendo ano após ano no Brasil, e o ABC é uma das regiões que tem se destacado nesse modelo de vendas. Segundo o 34º Relatório Webshoppers, realizado pela E-bit, no primeiro trimestre de 2016 a região foi a que registrou maior participação do comércio eletrônico no faturamento do varejo no Estado de São Paulo, 4,5%.

Em tempos de computadores, smartphones e tablets, a forma de comprar vem sofrendo mudanças, o que antes só podia ser feito em uma loja física, agora pode estar na palma da mão. De olho nas oportunidades de crescimento, os empreendedores da região estão entrando nesse mercado. É o caso de Giuliana Miotto, 43, da Sacaria Santo André, que há 11 anos tem loja física e há 4 resolveu abrir uma loja online.

“Colocamos nosso comércio no Facebook e as pessoas começaram a procurar, mas a gente viu que não tinha como vender à distância para essas pessoas sem o e-commerce. Eu e meu marido pesquisamos se era muito caro abrir um e vimos que não.”

Atualmente as vendas da loja online de Giuliana representam 20% do faturamento de sua empresa e a abertura do comércio online também ajuda a loja física.

“Eu considero ter uma loja online uma vantagem muito grande. Ela traz um tráfego muito maior para as lojas físicas. É por causa dela que a gente tem tantas visitas nas lojas físicas”, afirmou.

O presidente do Conselho do Comércio Eletrônico da FecomercioSP e CEO da Ebit, Pedro Guasti, destaca que é importante a presença das lojas físicas na internet. “É essencial que as lojas físicas tenham também operação online porque os consumidores jovens, principalmente, dão preferência para esse tipo de venda.”

O Sebo Pacobello está em Santo André com suas lojas físicas há 14 anos e, para poder vender para outras cidades, iniciou o comércio online há 10 anos. “Já vendi para clientes de outras cidades, outros estados e já realizei venda até para fora do Brasil”, contou Felipe Pacobello, 33, um dos donos do estabelecimento.

O economista Diego Machado, 28, explica que abrir um negócio online atrai os empreendedores por ter um custo inicial menor e por ser menos burocrático. “No e-commerce, você consegue constituir uma empresa de uma forma rápida, com acesso a diversos clientes. Também é uma solução para quem quer complementar a renda”, explicou.

O designer de moda Ivan Crizza Alineri, 28, resolveu abrir a loja online Zang Wear, para vender camisetas, há 1 ano e meio, e a escolha desse modelo de comércio foi por conta do baixo investimento necessário.

“Por incrível que pareça, abri a minha loja com um investimento inicial de apenas R$ 300. Em uma loja física, teria que investir bem mais.”
Mas, para Alineri, o negócio não foi rentável. Ele tem um faturamento mensal de R$ 1,5 mil que cobre os custos de sua loja, mas não lucrou até agora.

Abrir um comércio online até pode custar bem menos que uma loja física, mas, segundo uma pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 60% das lojas virtuais fecham antes mesmo de completar um ano.

Para Pedro Guasti, um dos fatores que colaboram para esse grande número de lojas não se manterem no mercado é a falta de conhecimento. O baixo investimento para abrir o negócio atrai os empreendedores, mas para ter bons resultados é necessário investir em marketing.

Giuliana sabe bem disso, o maior custo da sua loja online é com publicidade. ”Não é porque você colocou um site no ar que vai vender. Tem que ser visto e isso custa, sem propaganda não vende.”

A expectativa é que o mercado online continue crescendo no País. Guasti explicou que este crescimento não acontece por acaso. “Alguns fatores colaboram para o crescimento. O primeiro deles é o aumento da base de usuários de internet, potencializado pelo uso de smartphones, a conscientização maior das vantagens do comércio eletrônico e uma redução do medo de compra, além da competitividade do e-commerce.”

 AUTOR: Nathalia Nascimento 
FONTE: Metodista