A internet e o feminismo

IMG_1087-1080x675

EM TEMPO PÓS MODERNO, TEXTOS E OPINIÕES NA INTERNET AINDA PRECISAM DE EVOLUÇÃO.

A discussão sobre o papel da mulher na sociedade atual é presença cada vez mais acalorada na internet. Apoiando-se no movimento feminista iniciado por Simone de Beauvoir, aliados ao clima de declarações polêmicas de políticos dentro e fora do país, uma onda de blogs e perfis de rede social trocam farpas em formas de postagens e no direito de expressão. É o poder da internet abrindo mesas de debate em escala global.

No último dia 22, a atriz e colunista do BLOG #agoraéquesãoelas, do Jornal Folha de São Paulo, Fernanda Torres, publicou um artigo intitulado de “Mulher”. O texto continha relatos sobre vivências pessoais de Fernanda á respeito do papel, e como se ela enxerga na condição de mulher, dentro das imposições sociais e morais. A forma como foi abordado o tema não foi tão bem aceito pelo público, o que gerou um novo artigo no mesmo Blog intitulado “Mea Culpa”, onde a colunista pede desculpa, como escreveu: “As críticas procedem, quando dizem que eu escrevi do ponto de vista de uma mulher branca de classe média. É o que sou.”

Na primeira postagem, Fernanda levantou questões cotidianas de muitas mulheres brasileiras, como a saída da mulher para o mercado de trabalho e ao mesmo tempo o de exercer papeis de mãe, esposa e de tarefas domésticas, fatos que ela ilustrou como “Contrato social impossível de ser cumprido” e também expõe o fardo do rótulo que a mulher é só a vitima diante destas amarras. A combinação escrita e opinião geraram uma nova onda de comentários, com teor racista e preconceituoso, e, ao contrário que muitos desejavam, a discussão pode mostrar que a maneira como assuntos ainda tão delicados são abordados pela atual geração, de maneira que não promovem diálogos construtivos para mudanças sociais e morais.

Toda a repercussão dos dois lados mostra que ainda existe uma linha tênue entre o amor e ao ódio em ser mulher, bem sucedida ou não, classe alta, média ou baixa, étnica, pertencer ao movimento ou não. O que deveria levar para uma próxima discussão, que é preciso urgentemente uma política na educação fundamental nas escolas para vencer a violência para de ser arma para imposições de ideias.

Josy Dinorah é estudante de jornalismo da faculdade UNINOVE, e colaboradora do Clube do Jornalismo